Foto: Reprodução

Em março de 2020, com o anúncio da quarentena, o fechamento de todos os comércios não-essenciais por tempo indeterminado e o receio da população de estar em aglomerações e ser infectado pela Covid-19 fez com que muitos hábitos e costumes de consumo fossem profundamente alterados.

Houve uma explosão das compras online em plataformas de vendas ou por aplicativos, que além da comodidade, trouxeram consigo um grande diferencial: comparação de preços entre os vendedores. Seja para alimentos, produtos de higiene ou até mesmo frutas e verduras, o meio digital apresentou um novo conceito de “vitrine virtual” que facilita a vida dos consumidores por dar oportunidade de, com muita facilidade, fazer comparativos entre os preços de cada estabelecimento.

De acordo com um estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), 88% dos entrevistados fazem pesquisas de valores antes de irem ao supermercado fazer a compra do mês. 73% deles utiliza a internet para encontrar os melhores preços e fazer comparações entre os mercados, pois assim podem optar pelo local em que o dinheiro vai render mais.

O novo hábito é reflexo da maior integração das nossas atividades cotidianas com a tecnologia, mas também exalta a necessidade do brasileiro de fazer um levantamento prévio de custo, como forma de garantir que vai conseguir adquirir todos os produtos que precisa. Com a inflação instável e itens básicos com preços exorbitantes, cada real conta muito e a pesquisa se torna a maior aliada.

Algumas redes de supermercados e atacadistas optam por fazer divulgações dos preços por meio de postagens no Instagram ou Facebook, outras disponibilizam versões digitais dos folhetos de oferta, e há também sites atualizados diariamente com os preços dos principais produtos e os maiores descontos do dia. As plataformas são de fácil acesso a toda população e estão se tornando os melhores amigos dos chefes de família.

A internet facilita não somente a pesquisa, mas o processo de compra em si. A SBVC apontou que muitas pessoas têm optado por fazerem seus pedidos online, entre os campeões são os alimentos básicos e não-perecíveis, produtos de limpeza e itens de mercearia, que não têm necessidade de muita escolha ou de estragar no transporte, como acontece com as frutas e verduras. Essa modalidade também se mostra mais cômoda, já que o comprador recebe a compra sem preocupações e não precisa ter a jornada de ir até o mercado, escolher os produtos, passar no caixa e retornar para casa.

Em tempos de crise, com incertezas no meio trabalhista, inflação voando alto e preços que dificultam e até limitam as possibilidades de alimentação, limpeza, etc., é preciso utilizar todos os recursos disponíveis para não ter prejuízos. Com um clique, pelo computador ou celular, é possível fazer um balanço dos preços e decidir qual o melhor lugar para comprar. Além disso, também é importante fazer a comparação entre marcas, afinal, há uma grande flutuação entre os preços do mesmo segmento.

Como sempre, repensar hábitos é sempre bem-vindo. Fazer listas antes de ir ao mercado é uma forma de se manter na linha e comprar somente o necessário. Desse modo, não são comprados itens a mais ou coisas que não são uma prioridade para a família, o que gera economia, além de colaborar com as práticas de consumo consciente.

(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do HojeDiário.com)

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