Prestes a deixar a presidência da República, Jair Bolsonaro (PL) realizou uma live nesta sexta-feira (30) onde fez um balanço das ações positivas de seus quatro anos de governo. Ele ainda aproveitou para criticar o processo eleitoral e o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas desestimulou confrontos entre seus apoiadores e os apoiadores do petista, principalmente no domingo (1º) da posse.
Para Bolsonaro, o resultado de sua gestão nos quatro anos de governo foi “bastante positivo”, mesmo com desafios como a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia. Ele citou diversas medidas adotadas pelo governo, como a renegociação de dívidas do Financiamento Estudantil (Fies), o auxílio emergencial, o marco ferroviário, internet nas escolas, redução de impostos, reajuste do piso da educação e porte de armas para moradores de áreas rurais. Na avaliação do presidente, o porte de armas reduz a violência.
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Em mensagem direcionada a manifestantes em quartéis, que questionam resultado das eleições, Bolsonaro disse que não se pode achar que o “mundo vai se acabar no dia 1º”. “Creio no patriotismo de vocês, na inteligência. Sei o que vocês passaram ao longo desses dois meses, no sol, na chuva. Isso não vai ficar perdido. Imagens foram para fora do Brasil”, disse, acrescentando que, no país, houve um despertamento da população para entender mais de política e a preocupação com o voto responsável.
Bolsonaro, porém, criticou a ação de um empresário, apoiador seu, que plantou uma bomba em um caminhão-tanque no aeroporto de Brasília. O empresário confessou que pretendia cometer um atentado na capital federal para chamar atenção do movimento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e queria, assim, impedir a posse de Lula.
“Nada justifica essa tentativa de um ato terrorista aqui na região do aeroporto de Brasília. Nada justifica um elemento, que foi pego, graças a Deus, com ideias que não coadunam com nenhum cidadão”, ressaltou. O presidente criticou o tratamento que a imprensa deu ao caso, chamando o homem de “bolsonarista”. “Não é porque um elemento que passou por lá [acampamento de manifestantes nos quartéis] fez besteira que todo mundo tem que ser acusado disso. Hoje em dia, se uma pessoa aí comete um deslize, um crime, ou faz algo reprovável pela sociedade ou pelo o que está de acordo com as leis, é bolsonarista”, declarou.
Bolsonaro afirmou ainda que sempre lutou por “democracia, liberdade, respeito às leis e à Constituição”. “O oxigênio da democracia é a liberdade.” Para o presidente, não houve liberdade para debater assuntos relacionados ao combate à pandemia e às urnas.
O presidente ainda chorou dizendo que deu o melhor de si durante seu tempo na presidência. “Se cheguei aqui, teve um propósito. No mínimo, atrasar quatro anos o nosso Brasil de mergulhar nessa ideologia nefasta, que não deu certo em lugar nenhum do mundo. Não vai ser no Brasil o primeiro lugar que vai dar certo. Eu tenho convicção: dei o melhor de mim. Muito sacrifício de quem estava do meu lado, em especial a minha esposa [Michelle Bolsonaro], minha filha e enteada [Laura e Letícia]. E vocês também sofreram. Sofrem agora”, declarou.
Eleições
Bolsonaro também argumentou que a campanha eleitoral foi “imparcial”, com “acusações absurdas” na propaganda eleitoral contra ele, menor espaço de divulgação em rádios e com decisões da Justiça favoráveis a Lula. Ele citou ainda a condenação do Partido Liberal (PL) ao pagamento de multa de quase R$ 23 milhões por má-fé, ao questionarem o funcionamento de uma parte das urnas e pedindo a anulação de parte dos votos do segundo turno, em ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que foi negada.
Para o presidente, as decisões tomadas pela Justiça estimularam reações de seus apoiadores. “Para qualquer medida de força, sempre há uma reação. Tem que sempre buscar o diálogo para resolver as coisas, não pode dar um soco na mesa e não se discute mais esse assunto. Tudo isso trouxe uma massa de pessoas para as ruas, protestando”, disse.
Segundo Bolsonaro, os manifestantes foram para os quartéis em busca de “segurança”. “Eu não participei desse movimento, eu me recolhi”, disse. Para o presidente, se ele participasse desse movimento poderia “tumultuar ainda mais” a situação. “O que houve foi uma manifestação do povo, não tinha liderança, não tinha ninguém coordenado. O protesto foi pacífico, ordeiro, seguindo a lei”, acrescentou.
“Está prevista a posse em 1º de janeiro. Eu busquei dentro das quatro linhas, dentro das leis, respeitando a Constituição, saída para isso daí. Se tinha alternativa, se a gente podia questionar alguma coisa ou não, tudo dentro das quatro linhas”, explicou, ainda dizendo que “ninguém quer uma aventura”. “Muitas vezes, dentro das quatro linhas, você tem que ter apoio. Certamente, a gente tem que ter apoio do Parlamento, de alguns ministros do Supremo [Tribunal Federal], de outros órgãos, de outras instituições”, afirmou.
Essa foi a primeira live realizada pelo presidente Bolsonaro desde o fim do segundo turno, quando ele perdeu a disputa para Lula. Ele se pronunciou apenas dois dias depois do fim do pleito e ficou recluso por quase dois meses após o fim das eleições.
Viagem para os Estados Unidos
O presidente Jair Bolsonaro viajou nesta sexta-feira (30) no avião presidencial e decolou para os Estados Unidos. Com isso, o atual presidente não irá cumprir o rito de passar a faixa presidencial para o presidente eleito Lula.
(com informações de Agência Brasil)
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