No dia 12 de Outubro, comemoramos o dia de Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças também. Os nossos pequeninos merecem crescer numa sociedade mais fraterna e justa. Que não economizemos esforços para cuidar, proteger e educar nossas crianças. Deus as abençoe!
Voltando ao tema da devoção mariana. Devotos do Brasil e do mundo voltam suas atenções e orações à Basílica de Aparecida. Já escrevi em outras ocasiões alguns detalhes acerca da Imagem da Santa encontrada por três pescadores no rio Paraíba, há mais de 300 anos. É bonito ver o crescimento desta devoção, que não diminui e nem anula a centralidade de Deus, Uno e Trino.
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Vale destacar, não fomos nós cristãos católicos que a escolhemos do nada, muito menos ela que se auto escolheu ou se autopromoveu, mas Deus que a escolheu para surpresa e perplexidade, inclusive, da própria Virgem Maria. Sendo a Escolhida, como renegá-la? Como não a acolher? Aceitá-la é aceitar o desejo e vontade de Deus. A devoção a Maria nos conduz as origens do cristianismo, sendo que os primeiros cristãos já pediam a intercessão da Mãe de Deus.
Quando pensamos em Maria, pensamos no sofrimento que ela vivenciou sem desanimar, sem deixar de amar Deus e seu projeto. O sofrimento de Maria se une ao sofrimento do seu próprio filho. O sofrimento de Jesus a fez sofrer também. Qual mãe, ao ver seu filho pregado numa cruz, não sofreria? Atualmente, quantas mães sofrem hoje pelos seus filhos e por sua família. Assim sendo, em homenagem às mães e à Nossa Senhora, partilho um poema do século XIII, escrito por um franciscano. Este texto, de tão belo, se tornou parte da Missa de Nossa das Dores. Muitos compositores, renomados, criaram melodias, e popularizaram ainda mais este poema. Neste tempo sofrível de guerras acontecendo na Ucrânia e em Israel; e violência que se estende no Rio de Janeiro e em várias cidades do Brasil, queremos pedir a Nossa Senhora Aparecida, que também é a N. Sra das Dores, para que interceda por todos que estão sofrendo.
“De pé a Mãe dolorosa,
junto da cruz, lacrimosa,
via Jesus que pendia.
No coração transpassado
sentia o gládio enterrado
de uma cruel profecia.
Mãe entre todas bendita,
do Filho único, aflita,
à imensa dor assistia.
E, suspirando, chorava,
e da cruz não se afastava,
ao ver que o Filho morria.
Pobre mãe, tão desolada,
ao vê-la assim transpassada,
quem de dor não choraria?
Quem na terra há que resista,
se a mãe assim se contrista
ante uma tal agonia?
Para salvar sua gente,
eis que seu Filho inocente
suor e sangue vertia.
Na cruz por seu Pai chamando,
vai a cabeça inclinando,
enquanto escurece o dia.
Faze, ó Mãe, fonte de amor,
que eu sinta em mim tua dor,
para contigo chorar.
Faze arder meu coração,
partilhar tua paixão
e teu Jesus consolar.
Ó santa Mãe, por favor,
faze que as chagas do amor
em mim se venham gravar.
O que Jesus padeceu
venha a sofrer também eu,
causa de tanto penar.
Ó dá-me, enquanto viver,
com Jesus Cristo sofrer,
contigo sempre chorar!
Quero ficar junto à cruz,
velar contigo a Jesus,
e o teu pranto enxugar.
Virgem Mãe tão santa e pura,
vendo eu a tua amargura,
possa contigo chorar.
Que do Cristo eu traga a morte,
sua paixão me conforte,
sua cruz possa abraçar!
Em sangue as chagas me lavem
e no meu peito se gravem,
para não mais se apagar.
No julgamento consegue
que às chamas não seja entregue
quem soube em ti se abrigar.
Que a santa cruz me proteja,
que eu vença a dura peleja,
possa do mal triunfar!
Vindo, ó Jesus, minha hora,
por essas dores de agora,
no céu mereça um lugar.