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“A decadência do orgulho”, por Padre Claudio Taciano

Queridos desde nosso nascimento, sentimos na pele as contrações e contradições da vida. As boas e as más surpresas vão surgindo ao longo do caminho e das etapas da vida. E elas, de certo modo, vão nos moldando e nos lançando a outras e diferentes etapas.

Essa dinamicidade mostra a grandeza e o mistério da vida. Esse misto de dor e prazer, de certeza e incerteza, de clareza e escuridão, convida o ser humano a transcender o que vê e que toca. A fé e o amor levam o coração humano a olhar além das aparências. A finitude física da nossa existência convida-nos à humildade e humanidade. Sem essa percepção, traímos a nós mesmos, e vivemos enlameados no orgulho e na prepotência, que nos afastam da luz, da lucidez e as boas pessoas.

O mal gosta de se servir do nosso orgulho, do nosso egoísmo e da nossa prepotência. A questão de fundo não é o fato de experimentarmos o fracasso e a queda, isso é normal, é da vida. Mas é vc se sentir bem sucedido, orgulhoso em plena queda. É a ilusão infantil que te faz ver algo irreal, que não existe. É você não se dar conta de que o contexto maléfico e desumano, solitário e doloroso, foi cavado pelo seu próprio ego. As rachaduras vão aparecendo e a ruína está próxima. E quando se tem um ego grande, a sabedoria é sufocada.

A vida humana é rica de naturalidade e de intensidade. Quando enxergamos o outro mais do que nossos caprichos, nosso coração se abre e a nossa vida se fortalece. No atual contexto que vivemos, as tensões, os egos e a superficialidade mostram as suas garras e seus perigos. Sair deste círculo sufocante é fundamental para termos força e sabedoria para seguirmos em frente. Problemas e provações, tristezas e decepções são inerentes a nossa existência, mas o importante é encontrar a direção, ter coragem e sabedoria para suportar e superar as contrariedades.

Unidos em Cristo, e buscando o bem um dos outros, rezemos por dias melhores. Que Deus nos dê sanidade espiritual, sentimental e humana, para nos valorizarmos, e valorizarmos os outros. Concluo com um trecho da oração sobre humildade de Santa Terezinha do Menino Jesus:

“Ó Jesus, estando Vós sobre a terra, dissestes: ‘Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para a vossa alma’.
Ó poderoso Monarca dos Céus, a minha alma acha o seu repouso contemplando-vos revestido das aparências e da natureza de escravo, abaixando-vos até lavar os pés aos vossos discípulos.
Recordo, ó Jesus, as palavras que, para me ensinardes a humildade, pronunciastes nessa ocasião: ‘Eu vos dei o exemplo, para que, assim como eu vos fiz, assim vós também façais. Não é o discípulo maior do que o seu mestre… Se sabeis estas coisas, bem-aventurados se as praticardes’.
Senhor, eu compreendo estas palavras saídas do vosso coração, manso e humilde, e quero praticá-las, ajudada pela vossa divina graça.
Amém!

(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do HojeDiario.com)