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Determinação judicial cria oportunidade para a Prefeitura de Suzano implantar aguardado equipamento municipal de lazer na área da Lagoa Azul; “sonho” da população da região é ampla piscina

Uma decisão judicial que estabelece o aterramento da área conhecida como Lagoa Azul, situada nas proximidades do Parque Municipal Max Feffer e da região central de Suzano, abriu a possibilidade de implantação de um equipamento municipal voltado ao lazer no local, por parte da Prefeitura. A situação é acompanhada de perto pela população, especialmente pelos moradores da região da cava, que também defendem a construção de uma piscina de grande porte no espaço.

Atualmente, a área é associada a ocorrências de mortes por afogamento, o que reforça a demanda por intervenções que tragam mais segurança e uso adequado ao local.

Em setembro de 2024, durante entrevista ao portal Hoje Diário, Pedro Ishi, então candidato à Prefeitura de Suzano e hoje prefeito do município, indicou que a administração municipal pretendia promover mudanças na Lagoa Azul. Na ocasião, ele explicou que seriam realizados estudos ambientais aprofundados para possibilitar o aterramento parcial da lagoa.

A proposta apresentada previa a formação de um espelho d’água com condições seguras, permitindo a transformação da área em um espaço estruturado destinado ao lazer e à convivência da população.

O tema voltou à pauta em novembro de 2025, quando o prefeito falou ao jornalista Brás Santos, do portal Brás 365. Na entrevista, Ishi informou que um trabalho conjunto entre diferentes secretarias municipais já havia sido iniciado para definir a melhor estratégia de recuperação da área. Ele destacou que o município buscava apresentar, em breve, novidades sobre a Lagoa Azul, mantendo elevada a expectativa dos moradores quanto à implantação do equipamento de lazer.

A discussão sobre novos espaços públicos ocorre em meio a um cenário mais amplo de percepção de carência de investimentos em lazer urbano. Levantamento divulgado em 2023 pelo portal Habitability, mantido pela construtora MRV, mostrou que 49% dos moradores da cidade de São Paulo consideram baixos os investimentos em espaços públicos de lazer, como parques, praças e quadras esportivas, enquanto outros 31% afirmaram não perceber nenhum investimento nesse tipo de infraestrutura. O dado, relacionado à maior metrópole do país, influencia também a percepção em regiões vizinhas, como o Alto Tietê.