A Vigilância Sanitária de Suzano interditou, na manhã desta quinta-feira (08), uma academia situada na rua Kaneji Kodama, no bairro Vila Figueira, após identificar uma série de irregularidades sanitárias. A medida foi adotada depois de sucessivas denúncias de usuários, que apontaram problemas como a circulação frequente de pombos no interior do local, fezes sobre os equipamentos de exercícios e condições inadequadas de higiene e limpeza.
Na inspeção, os técnicos constataram que o ambiente apresentava elevado nível de sujidade, com acúmulo de poeira em diferentes áreas. Também foi verificada a ausência de itens básicos de higiene nos vestiários e a inexistência de dispenser com álcool 70% para a higienização dos aparelhos após o uso por diferentes pessoas, prática considerada essencial para a segurança sanitária.
A diretora da Vigilância Sanitária de Suzano, Carmen Lucia Lorente, explicou que a interdição foi resultado de um histórico de fiscalizações. Conforme relatado por ela, o estabelecimento já havia sido vistoriado outras três vezes, sempre em decorrência de denúncias semelhantes. Em todas essas ocasiões, foram repassadas orientações técnicas para a correção das falhas. No entanto, a situação encontrada nesta quinta-feira (08) demonstrou agravamento, especialmente pela ampliação da presença de pombos no espaço interno, o que aumentou o risco à saúde dos frequentadores.
Durante a ação, os agentes municipais também identificaram que a academia operava com número insuficiente de funcionários em relação ao tamanho do local. Segundo a avaliação da Vigilância Sanitária de Suzano, essa condição inviabiliza a manutenção adequada da limpeza diária e o cumprimento dos protocolos exigidos de desinfecção e controle de pragas.
A infestação de pombos foi considerada o problema mais crítico. Além da sujeira visível e do mau cheiro, as aves são reconhecidas como transmissoras de doenças, entre elas a criptococose, infecção que pode causar reações alérgicas graves e pneumonia bacteriana. Também há riscos associados à salmonelose, à presença de piolhos e a outras enfermidades decorrentes do contato com fezes e secreções.
Diante das irregularidades, a Vigilância Sanitária lavrou auto de infração por descumprimento da Portaria MS número 1.565/1994, que estabelece normas para o funcionamento de estabelecimentos que prestam serviços à população. Também foi aplicado o auto de imposição da penalidade de interdição. A academia permanecerá fechada até que todas as inconformidades sejam sanadas e seja comprovada a eliminação dos riscos à saúde.
O secretário municipal de Saúde, Diego Ferreira, informou que a interdição tem caráter preventivo e busca proteger os munícipes. Ele destacou que, ao identificar risco concreto à saúde pública, a administração municipal precisa adotar medidas firmes para evitar consequências mais graves.
O secretário ainda ressaltou que as denúncias feitas pelos usuários foram decisivas para a atuação do poder público, reforçando que a participação da população contribui para a fiscalização e para a melhoria das condições sanitárias na cidade.




























