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Polícia é acionada após gerente de centro automotivo de Suzano reter carro de cliente e cobrar quase R$ 10 mil por serviços não autorizados

Na manhã desta terça-feira (13), um caso envolvendo retenção de veículo e cobrança por serviços não autorizados mobilizou a Polícia Militar em Suzano. O episódio ocorreu em um centro automotivo localizado na rua Prudente de Morais (SP-66) e terminou com a devolução do carro ao proprietário após registro da ocorrência na Delegacia.

A situação teve início na última sexta-feira (09), quando um pedreiro de 47 anos levou seu automóvel ao estabelecimento para realizar a troca de dois pneus, além de alinhamento e balanceamento. Segundo o relato, o orçamento inicial apresentado pelo estabelecimento foi de R$ 800.

Ao retornar para retirar o veículo, o cliente foi surpreendido com uma cobrança de quase R$ 10 mil. O gerente informou que, durante a execução do serviço, teria identificado a necessidade de substituir outras peças do automóvel. O proprietário contestou a cobrança, afirmando que não autorizou nenhum serviço além do que havia sido combinado previamente.

Mesmo diante da negativa do cliente, o gerente informou que o carro não seria liberado enquanto o valor total não fosse pago. Por se sentir ameaçado com a retenção do automóvel, o proprietário deixou o veículo no local.

Na manhã desta terça-feira (13), a Polícia Militar foi acionada e compareceu ao Centro Automotivo para apurar os fatos. No local, os agentes ouviram as versões apresentadas. O gerente alegou que o cliente teria assinado a ordem de serviço autorizando os reparos adicionais. Já o proprietário voltou a negar qualquer autorização e destacou que o valor final cobrado era mais de dez vezes superior ao orçamento inicial.

A ocorrência foi apresentada na Delegacia Central de Suzano. O gerente do estabelecimento foi autuado por exercício arbitrário das próprias razões e liberado. O automóvel foi devolvido ao proprietário sem a exigência de pagamento pelos serviços extras, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor, que considera irregular a cobrança por serviços realizados sem autorização prévia.