A presença de uma prega diagonal no lóbulo da orelha, chamada de “sinal de Frank”, vem sendo investigada há décadas como um possível indicativo visível de risco cardiovascular. O assunto ganhou repercussão após a morte do empresário e influenciador Henrique Maderite, aos 50 anos, vítima de um infarto fulminante; ele tinha uma dobra semelhante nas orelhas.
O sinal de Frank trata-se de uma prega diagonal no lóbulo da orelha. Especialistas apontam que essa característica é um possível sinal de envelhecimento precoce das artérias.
Segundo os estudos, cerca de 60% dos pacientes com obstruções nas artérias coronárias apresentam o sinal. Quando aparece junto a outra dobra próxima à orelha, o risco observado tende a ser maior. Contudo, trata-se de um alerta, não de uma certeza de doença.
Mesmo sem caráter diagnóstico, a dobra pode motivar a investigação da saúde das artérias, especialmente quando surge em adultos jovens ou acompanhada de outros fatores de risco.
Uma hipótese biológica sugere que o lóbulo da orelha, irrigado por microartérias, apresentaria a dobra devido à desorganização das fibras de colágeno responsáveis pela elasticidade vascular. Com a perda dessa elasticidade, as artérias se tornam mais rígidas, favorecendo entupimentos e complicações cardiovasculares.
Ao notar o sinal de Frank, a orientação é buscar avaliação médica para verificar a pressão arterial e realizar exames conforme o perfil de risco, como dosagem de colesterol e glicemia, eletrocardiograma, ecocardiograma e, quando indicado, teste ergométrico ou angiotomografia das coronárias.
Se houver suspeita de obstrução significativa, podem ser solicitados exames invasivos, como o cateterismo. Dependendo do resultado, o tratamento inclui mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e, se necessário, procedimentos como implante de stents ou outras intervenções.
Em resumo, a dobra no lóbulo da orelha não prevê um infarto por si só, mas funciona como um sinal de alerta para cuidar melhor do coração e agir precocemente sobre os fatores que realmente influenciam o risco cardiovascular.



