sexta-feira, 27/fevereiro/2026
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“A força transformadora do voto feminino”, por Larissa Ashiuchi

Nesta semana, no dia 24 de fevereiro, celebramos uma das datas mais emblemáticas da nossa história: a conquista do voto feminino no Brasil. Foi em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, que as mulheres brasileiras passaram a ter o direito de votar. Antes disso, éramos silenciadas nas urnas, excluídas das decisões que moldavam o futuro do nosso País.

Hoje, somos maioria do eleitorado brasileiro. Essa transformação não é apenas numérica, é simbólica, social e profundamente política. O voto feminino representa autonomia, consciência e participação ativa na construção de uma sociedade mais justa. Ele carrega a coragem das mulheres que vieram antes de nós e enfrentaram preconceitos, barreiras legais e estruturas que insistiam em nos manter à margem.

Como mulher, reconheço que essa conquista não foi um ponto final, mas o início de uma jornada contínua. Avançamos muito, mas ainda enfrentamos desafios importantes, especialmente quando falamos de representatividade nos espaços de poder, combate à violência de gênero, equidade salarial e garantia de direitos. Nosso voto não é apenas um direito; é uma ferramenta de transformação.

Ao longo das décadas, as mulheres mostraram que fazem a diferença. Participam ativamente das decisões, influenciam políticas públicas, lideram movimentos sociais e ocupam cada vez mais cargos estratégicos. Somos protagonistas na defesa de uma sociedade com mais equidade, mais oportunidades e, principalmente, mais segurança para todas as mulheres.

Celebrar a conquista do voto feminino é reafirmar nosso compromisso com o presente e com o futuro. É lembrar que cada voto feminino carrega história, responsabilidade e propósito. É entender que quando uma mulher ocupa seu espaço, ela abre caminho para muitas outras.

Seguimos firmes, conscientes da nossa força e do nosso papel. Porque quando as mulheres participam, a democracia se fortalece. E quando a nossa voz ecoa nas urnas, ela ecoa também na construção de um Brasil mais justo para todos.

(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal HojeDiario.com).

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