Justiça: Yan Oliveira França é condenado a 33 anos e 4 meses de prisão por assassinar a jovem Isabelly Joana em Suzano

Yan Oliveira França foi condenado a 33 anos e 4 meses de prisão pela morte de Isabelly Joana Silva de Santana, de 20 anos, em uma via do bairro Vila Urupês, em Suzano. A sentença foi proferida pelo juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto após júri popular realizado nesta quinta-feira (26), no Fórum da cidade.

Logo nas primeiras horas do dia, familiares, amigos e apoiadores da jovem se concentraram em frente ao prédio do Fórum. O grupo realizou uma manifestação pacífica, reunindo um bom número de pessoas que pediam justiça pelo caso.

Durante o julgamento, os depoimentos começaram pela manhã. De acordo com o advogado da família da vítima, Euclides Teodoro de Oliveira, até por volta do meio-dia, o pai do acusado prestava esclarecimentos, seguido pela mãe. Na sequência, houve uma pausa para o almoço às 13h, com previsão de retomada para o interrogatório do próprio réu.
Também foram ouvidas testemunhas de acusação e uma de defesa. Ainda estavam previstas mais duas testemunhas de defesa antes do início dos debates entre as partes.

O crime ocorreu em 15 de maio de 2025. Isabelly foi atacada pelo ex-namorado na rua Biotônico, no bairro Vila Urupês, enquanto retornava de uma aula de pilates. Ela foi atingida por um golpe de faca, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o ataque, o indivíduo foi localizado nas proximidades e preso. O caso foi registrado como feminicídio.

Isabelly cursava o quinto semestre de Medicina Veterinária, realizava estágio na Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos e era dedicada aos estudos, além de ter forte ligação com a causa animal.

Para a família, o julgamento vai além da responsabilização criminal. O momento também representa a preservação da memória da jovem e a reafirmação de que sua história não deve ser reduzida a mais um número nas estatísticas de violência contra a mulher.

O advogado da família de Isabelly falou a reportagem do portal Hoje Diário sobre a decisao da justiça.
“A percepção que se extrai é a de realização da justiça, tendo a pena sido aplicada em estrita observância aos princípios legais. O julgamento transcorreu de forma serena, sob a condução equilibrada do juiz presidente. A atuação da promotora de Justiça foi impecável, assim como a dos advogados de defesa, que se portaram com seriedade profissional. Em uma causa profundamente sensível, foi possível proporcionar, de maneira justa, algum lenitivo à família de Isabelly”, disse o advogado Euclides Teodoro.

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