O dia 1º de abril, também conhecido como “Dia da Mentira”, “Dia dos Tolos” ou “Dia dos Bobos”, é marcado no Brasil como uma data para pregar peças e brincadeiras com familiares e amigos. Mas você sabia que há um contexto histórico por trás dessa tradição?
As repórteres do portal Hoje Diário, Ludimila Valadares e Maria Elisa Felix, foram para as ruas da região ouvir a população sobre o assunto (assista abaixo).
A versão mais conhecida sobre o 1º de abril vem da França, no século XVI. Na época, o país utilizava o Calendário Juliano, no qual o Ano-Novo era comemorado entre os dias 25 de março e 1º de abril. Entretanto, em fevereiro de 1582, o Papa Gregório XIII anunciou uma reforma, instituindo o uso do Calendário Gregoriano. O rei da época, Carlos IX, adotou rapidamente o novo modelo, que é utilizado na maioria dos países atualmente.
No entanto, uma parcela da população francesa demorou a aceitar o novo calendário, mantendo as celebrações de Ano-Novo no período antigo. Essas pessoas passaram a ser alvo de zombarias e eram chamadas de “tolos de abril”.
Com base nesse relato francês, acredita-se que o costume de pregar peças nessa data tenha se espalhado pelo mundo e perdure até os dias atuais.
Dia da Mentira no Brasil
No Brasil, o costume surgiu mais tarde, em 1828, e ganhou força após uma “brincadeira” de um jornal mineiro envolvendo Dom Pedro I.
A tradição se consolidou quando, em 1º de abril, o jornal publicou propositalmente uma falsa notícia em sua capa, anunciando a morte de Dom Pedro I. A informação foi desmentida no dia seguinte pelo próprio veículo, mas o episódio contribuiu para popularizar a data.




