“Rezar para perseverar”, por Padre Claudio Taciano

A espiritualidade é a luz da alma, que permite ao coração humano assimilar as partículas da bondade de Deus. Em algumas ocasiões, invisíveis ao olhar, mas perceptíveis, como já falado, ao coração e também à razão. Deus é bom em todos os sentidos e aspectos. A verdadeira “reza”, como se diz popularmente, é fruto da graça divina em sintonia com a reta intenção e o bom propósito. Ao considerar as imperfeições e os excessos humanos, vale lembrar que a discrição e a singeleza são características comuns da oração, de modo que, nem de longe, ela poderia servir como meio para chamar a atenção para si ou evidenciar qualidades e interesses pessoais.

Na oração, o protagonismo não está em quem reza, mas na graça de Deus, que opera e sustenta aquele que crê e suplica, assim como aquele(a) a quem se destina a intenção da reza. Na imperfeição humana, reluz a perfeição daquele que nos criou.

Admitir os próprios limites não nos torna, necessariamente, humildes, sábios e íntegros, ainda que seja um bom indicativo. É fundamental aceitar a própria queda, sentir a própria dor sem perder o brilho nos olhos, a esperança viva e inocente da criança que um dia fomos. Essa beleza interior exalta naturalmente Deus, pois é fruto e consequência do efeito singular e profundo da ação divina.

Crer e rezar não afastam de nós medos, injustiças e contrariedades; mas nos permitem enxergar a luz da verdade na escuridão dos acontecimentos. Rezar é a pulsação do verdadeiro amor, que dilata as estreitíssimas veias e artérias do coração e da mente humana. Sendo assim, de oração em oração, amemos mais, descompliquemos mais e perseveremos mais.

Deus nos abençoe!

(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal HojeDiario.com).

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE