“Você sabe quanto sua empresa poderá pagar de imposto com a Reforma Tributária?”, por Robinson Guedes

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Você sabia que a alíquota padrão da Reforma Tributária está estimada em 26,5%? Esse percentual pode parecer apenas mais um número, mas representa uma das maiores mudanças no sistema tributário brasileiro das últimas décadas. A Reforma Tributária cria o chamado IVA Dual, um modelo inspirado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), utilizado em diversos países. No Brasil, ele será dividido em dois tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência da União, e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substituirá os tributos estaduais e municipais sobre o consumo.

A soma desses dois impostos forma a alíquota padrão atualmente estimada em 26,5%. Embora esse seja o percentual de referência utilizado pelo governo, ele ainda poderá ser ajustado durante a implementação da reforma para garantir a neutralidade da arrecadação. Há, inclusive, projeções que apontam uma alíquota próxima de 28%, caso sejam necessárias adequações ao longo da transição. Mas o empresário não deve olhar apenas para o percentual do imposto.

O grande objetivo do IVA Dual é tornar o sistema mais simples, reduzindo a cumulatividade dos tributos e permitindo que o imposto incida apenas sobre o valor agregado em cada etapa da cadeia econômica. Na teoria, isso aumenta a transparência e reduz distorções. Na prática, porém, exigirá uma profunda adaptação das empresas. A formação de preços, o planejamento tributário, a escolha de fornecedores, os sistemas de gestão e até os contratos comerciais precisarão ser revisados. Empresas que não iniciarem esse processo de preparação desde já poderão enfrentar dificuldades para manter sua competitividade durante o período de transição.

A Reforma Tributária vai muito além da definição de uma nova alíquota. Ela inaugura uma nova forma de tributar o consumo no Brasil e exigirá uma mudança de postura por parte dos empresários. Mais do que entender quanto será pago de imposto, será fundamental compreender como esse novo modelo impactará a gestão, o fluxo de caixa e as decisões estratégicas do negócio.
Quem começar essa preparação agora terá mais segurança para enfrentar as mudanças e transformar a adaptação em uma vantagem competitiva.

(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal HojeDiario.com).

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