MST aposta em candidaturas de assentados pelo Brasil nas eleições deste ano

Para as eleições estaduais e federais de 2022, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está apostando em candidaturas de assentados, membros dos acampamentos e assentamentos feitos pelo grupo nesses 38 anos. Segundo o grupo, o MST desfruta de maior legitimidade entre a população brasileira, agindo com trabalhos sociais, como a doação de mais de 6 mil toneladas de alimentos durante a pandemia do coronavírus (Covid-19).

O objetivo, porém, nessas eleições é buscar a ampliação da atuação do movimento para buscar a reforma agrária por meio de representantes na Câmara dos Deputados. Até o momento, o MST conta apenas com três deputados federais: João Daniel (PT-SE), Valmir Assunção (PT-BA) e Marcon (PT-RS), e um deputado estadual no Ceará, Elmano de Freitas (PT).

Para mudar isso, o Movimento lançará 15 candidaturas de assentados para as Assembleias Legislativas de Estado e para a Câmara dos Deputados, incluindo os quatro parlamentares que já estavam em exercício. Os candidatos levarão como bandeira o combate à fome, a alimentação saudável, a preservação do meio ambiente e a luta por direitos. 

“O movimento social, a exemplo do MST cuja causa precisa de leis instituídas e do apoio da sociedade, precisa disputar espaços de poder. A disputa dos espaços de poder ajuda a colocar o MST como voz política relevante, além de nos desafiar na incorporação de novos debates e bandeiras considerados importantes para o povo brasileiro”, disse Valmir Assunção, que fez parte das primeiras ocupações do MST, na década de 1980.

“Nós temos que valorizar e reconhecer a importância que tem a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas. A nós que reivindicamos e vamos às ruas, chegou a hora de também legislar! Ampliar a representação da classe trabalhadora, sermos nós mesmos os que produzem as leis que ajudam no avanço dos trabalhadores e trabalhadoras”, continuou à Revista Fórum.

Entre os candidatos estará Marina Santos (PT), a Marina do MST, que será candidata para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Está no MST há 30 anos, tendo participado por quase toda a sua vida de associações e ações relacionados ao movimento.

Para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, a candidata será Rosa Amorim (PT) é a aposta do MST. Ela é baiana, filha de militantes que atuaram na construção do movimento em Pernambuco na década de 1980. Suas principais lutas serão contra o racismo e a favor dos direitos de pessoas LGBTQIA+.

Na Bahia, a candidata será Vera Lúcia Barbosa (PT), conhecida como Lucinha. Ela iniciou sua trajetória no movimento com apenas 15 anos e foi conheceu o MST com apenas 15 anos. Foi coordenadora-geral do Acampamento de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Bahia e participou da Via Campesina e da Coordenação Nacional dos Movimentos Sociais (CMS). 

A disputa pelas Assembleias Legislativas também terá o gaúcho Adão Pretto Filho (PT), filho de Adão Pretto, um dos militantes mais conhecidos da história do MST, sendo o primeiro deputado estadual e primeiro deputado federal eleito pelo movimento. Seguindo os passos do pai, Adão Filho buscará conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Para Câmara dos Deputados, uma das candidatas será Ruth Venceremos (PT), artista drag-queen, participante do movimento desde os 13 anos e militante pelos direitos das pessoas LGBTQIA+. Ela disputará uma vaga no Congresso pelo Distrito Federal. Junto dela na disputa estará o geólogo Valdir Misnerovicz (PT), considerado uma liderança histórica do MST. Ele, que é gaúcho, é um dos principais defensores na luta por uma reforma agrária no Brasil e será candidato por Goiás.

O deputado João Daniel, que também será candidato à reeleição, disse que é muito importante que o MST comece a ter um maior número de representantes dentro das Casas de Lei. “Acho importante que o movimento tenha essa discussão pela importância da política nesse momento conjuntural. O MST é uma força social e precisa ter gente para debater e discutir orçamento para programas e projetos, O movimento luta, luta, luta e depois não tem representantes no Congresso, na Câmara, nas assembleias, isso é um erro. Então, é importante o movimento ter candidatos nos estados”, finalizou.

(Matéria com informações da Revista Fórum)

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