PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Jovem de Suzano enfrenta encefalite autoimune após meses de internações, e família pede ajuda para custear tratamento

Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, o jovem Matheus Vinicius Santos Barbosa, de 26 anos, morador de Suzano, enfrenta um quadro clínico delicado após meses de internações causadas por complicações da síndrome do intestino curto. Durante o tratamento, ele foi diagnosticado com encefalite autoimune, condição que exige o uso de imunoglobulina, um medicamento de alto custo. As informações foram confirmadas pela família neste sábado (10).
O caso de Matheus é acompanhado pelo portal Hoje Diário desde 2025. Inicialmente, o jovem permaneceu internado por cerca de seis meses no Hospital e Maternidade de Suzano (HMS), enquanto aguardava transferência para uma unidade hospitalar de alta complexidade. A remoção para o hospital particular ocorreu em dezembro, após decisão judicial que autorizou o sequestro de valores do Governo do Estado de São Paulo para custear o atendimento.

Segundo a mãe, Neide Barbosa, a encefalite autoimune surgiu como consequência das infecções recorrentes e das diversas reabordagens cirúrgicas realizadas no intestino ao longo do tratamento da síndrome do intestino curto. Ela explicou que Matheus apresenta inflamação no cérebro em decorrência dessas complicações, o que tem provocado episódios de convulsão.

Ainda de acordo com Neide, o tratamento indicado neste momento consiste na aplicação de imunoglobulina. Ela relatou que são necessárias seis ampolas do medicamento, com custo aproximado de R$ 5 mil cada. Embora o jovem tenha sido transferido para o hospital particular por meio de uma liminar judicial, o valor do cheque-caução depositado pelo governo já foi excedido, motivo pelo qual a medicação está sendo liberada apenas mediante pagamento.

A mãe informou que este é apenas o primeiro de outros tratamentos que poderão ser necessários ao longo do processo de recuperação. Após a conclusão do tratamento neurológico, a equipe médica deverá avaliar a possibilidade de reabilitação intestinal. No momento, o estado de saúde do jovem é considerado delicado, já que ele não interage e permanece dormindo praticamente o tempo todo.

A internação de Matheus no hospital particular foi viabilizada após decisão judicial que determinou o sequestro de valores do Governo do Estado de São Paulo, diante do descumprimento reiterado de ordens judiciais para a transferência do paciente quando ele ainda estava internado em Suzano. No entanto, a família afirma que o valor depositado como caução já foi atingido, o que gera incertezas quanto à continuidade do tratamento.

Questionada sobre os próximos passos jurídicos, Neide informou que o caso já foi encaminhado ao advogado da família e que aguarda orientações. Segundo ela, todas as informações já foram repassadas ao profissional responsável.

O portal Hoje Diário entrou em contato com o advogado responsável pelo caso e aguarda esclarecimentos sobre as medidas judiciais que poderão ser adotadas para garantir a continuidade do tratamento.

Diante da situação, familiares e amigos iniciaram uma campanha solidária de arrecadação (Vakinha) para arrecadar recursos destinados à compra da medicação. As contribuições podem ser feitas via PIX, pela chave 11941116772.

Relembre o caso

Matheus Vinicius enfrenta problemas graves de saúde desde junho de 2025, quando passou a ser internado com frequência devido às complicações da síndrome do intestino curto, condição que compromete a absorção de nutrientes e exige acompanhamento médico contínuo. Entre junho e dezembro de 2025, ele permaneceu por meses na UTI do Hospital e Maternidade de Suzano, passando por diversas cirurgias e tratamentos. Durante esse período, a família buscava, junto à Justiça, a transferência do jovem para um hospital de maior complexidade.

Após sucessivos pedidos judiciais, incluindo liminares e a aplicação de multas diárias ao Governo do Estado, Matheus foi finalmente transferido, em dezembro de 2025, para o Hospital Nove de Julho, em São Paulo, com custeio inicialmente garantido pelo sequestro de valores do Estado.