Um estudo conduzido pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresenta resultados promissores para a regeneração da medula espinhal e a recuperação de movimentos em pacientes com lesões graves, incluindo casos de tetraplegia.
Após mais de duas décadas de pesquisa contínua, a equipe alcançou avanços significativos a partir de estudos sobre a laminina, uma proteína essencial da matriz extracelular responsável por sustentar e organizar as células nos tecidos.
A investigação levou ao desenvolvimento da Polilaminina, uma proteína derivada da placenta capaz de estimular a reconexão neuronal em medulas espinhais lesionadas. Com duas patentes registradas e mais de 40 publicações científicas internacionais, o trabalho representa uma contribuição relevante à neurociência regenerativa.
Segundo os resultados observados até o momento, a Polilaminina cria um ambiente biológico favorável à regeneração neural, estimulando o crescimento de neurônios e a reconstrução de conexões interrompidas após lesões medulares completas, condição historicamente considerada irreversível pela medicina.
Pelo menos seis pacientes já apresentaram recuperação de movimentos, incluindo indivíduos com tetraplegia severa. Embora o tratamento ainda esteja em fase experimental, os avanços têm provocado discussões importantes no campo da inovação em saúde, tanto do ponto de vista científico quanto das futuras possibilidades terapêuticas e de mercado.
A medicação apresentou resultados promissores na fase experimental e ainda passará por ensaios clínicos regulatórios, etapa fundamental para atestar sua eficácia e segurança, com acompanhamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).



