Como muita gente está falando do fim do mundo, resolvi também abordar esse tema. Não que eu seja favorável ou que eu acredite nisso, mas fui buscar elementos que me auxiliassem a ver como os seres humanos, ao longo de milhares de anos, pensavam no fim do mundo.
Em várias civilizações que nos precederam as profecias do fim do mundo também existiram. As mais recentes, se é que podemos assim nos expressar, são as que vêm de mais ou menos 2000 anos, que estão no livro do apocalipse ou livro das revelações. Esse livro fala de quatro cavaleiros que seriam uma metáfora para a fome, a peste, a guerra e a morte. Esse livro ainda fala de desastres naturais, do julgamento de Deus que separaria os bons dos maus e então nasceria uma nova Terra.
Na tradição Espírita, existem algumas profecias também, são elas: a Terra passaria de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração, ficando por aqui os espíritos mais evoluídos e aqueles que ainda permanecessem em atitudes muito negativas seriam encaminhados para outros mundos compatíveis com seu nível evolutivo.
Em culturas anteriores a nossa, temos também essa visão de fim de mundo: para os Maias, povo quer viveu na América Central: o calendário maia foi interpretado por alguns como previsão de fim do mundo em 2012, mas na realidade marcava apenas o fim de um ciclo.
Na mitologia nórdica: o Ragnarök seria uma grande batalha entre deuses e forças do caos, seguida pela renovação do mundo e no Hinduísmo: o universo passa por ciclos de criação e destruição chamados yugas, que se repetem indefinidamente. Nesses dois casos as narrativas mostram uma ideia comum: o tempo do mundo seria cíclico, com fases de decadência e renovação.
Os Anasazi viveram no sudoeste dos atuais Estados Unidos e construíram complexos habitacionais nas falésias, como em Mesa Verde e por volta do século XIII, muitas cidades foram abandonadas. A explicação mais aceita envolve grandes secas, escassez de alimentos e conflitos, que levaram à migração para outras regiões.
Na Ilha de Páscoa, seus antigos habitantes criaram os famosos moais, enormes estátuas de pedra. Uma teoria comum sugere que o colapso da sociedade ocorreu devido ao esgotamento de recursos naturais, especialmente o desmatamento da ilha, que comprometeu a agricultura e a sobrevivência da população.
Entre os séculos XI e XV floresceu no sul da África uma grande cidade construída em pedra: Grande Zimbábue. Ela foi centro de comércio de ouro e marfim, conectada às rotas do Oceano Índico. Quando os europeus chegaram à região, a cidade já estava abandonada.
O Império Khmer construiu uma das maiores cidades pré-industriais do mundo, centrada em Angkor, no atual Camboja. Por volta do século XV, a cidade foi gradualmente abandonada.
Na mitologia, a Atlântida cuja história foi relatada pelo filósofo grego Platão, no século IV a.C., era uma civilização avançada que desapareceu após um grande cataclismo no oceano.
Atualmente essa crença ainda nos alimenta o imaginário, pois quando se fala em “fim do mundo”, muitas discussões envolvem riscos reais para a civilização, como: mudanças climáticas extremas, guerras nucleares, impactos de asteroides e colapso ecológico.
Tudo isso para dizer que ao longo da história da humanidade muitas culturas desapareceram por mal uso da terra, impactos de asteroides, guerras e pandemias, ou seja, quantas vezes já se assistiu ao fim do mundo? A resposta deixo por conta dos leitores.
(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal HojeDiario.com).



