No mês em que se comemoram os 77 anos de emancipação político-administrativa de Suzano, o portal Hoje Diário revisita as origens da cidade e destaca as famílias que contribuíram para a formação de seus bairros e indústrias. Entre elas, os Raffo, Romanato, Baruel e Maluf se destacam por suas iniciativas econômicas, criando comércios e empresas, e sociais, dando origem a praças e capelas que ajudaram a estruturar a cidade como a conhecemos hoje.
De acordo com o acervo municipal que deu origem à exposição que celebra mais de sete décadas de história, há a família Raffo, que começa com o italiano Giovanni Battista Raffo, que chegou a Suzano em 1915. Para manter a tradição de sua terra natal, começou a produzir vinho no porão de sua casa, localizada na rodovia Índio Tibiriçá, na altura do número 4600. Em 1962, a empresa foi ampliada e recebeu o nome de Viti Vinícola Irmãos Raffo Ltda., posteriormente conhecida como Indústria de Bebidas Irmãos Raffo Ltda. A iniciativa gerou empregos em larga escala e ajudou a desenvolver o entorno, dando origem ao bairro que passou a ser chamado de Raffo.
Já a família Romanato se consolidou no setor têxtil. Em 1957, adquiriu de Jorge Bey Maluf a Tinturaria e Estamparia de Tecidos Suzano, contribuindo para a consolidação da indústria local. A atuação da família se soma à de Maluf, que também deu nome ao bairro Vila Maluf e foi responsável por importantes empreendimentos que marcaram o crescimento industrial de Suzano.
Outro sobrenome que marcou a história da cidade é o dos Baruel. Descendentes do pirata inglês Henry Barwell, que se casou com uma indígena filha do Chefe Tibiriçá, fixaram-se na região ainda no século XVIII. Antônio Francisco Baruel tornou-se um próspero fazendeiro e o bairro recebeu o seu nome. O legado da família permanece vivo através da Capela de Nossa Senhora da Piedade e das festas tradicionais, como a Festa do Baruel, além da indústria farmacêutica criada por Francisco Nicolau Baruel no século XIX.
Por fim, Jorge Bey Maluf é reconhecido como fundador da Suzano S/A (anteriormente Suzano Papel e Celulose) em 1920, empresa que se tornou uma das maiores produtoras de celulose do mundo. Seu nome também batiza a avenida Jorge Bei Maluf, uma das vias mais estratégicas e importantes de Suzano, que recentemente passou por obras de drenagem e melhorias.






