O Dia das Mães, celebrado no próximo domingo (10/05), é sempre um convite à reflexão. Mais do que uma data simbólica, é um momento de reconhecer histórias que moldam quem somos. Para mim, é impossível não começar falando da minha mãe, Elza, uma mulher que me ensinou, e continua ensinando, com a leveza de quem constrói uma relação baseada em amizade, respeito e profunda cumplicidade.
Ao lado do meu pai, Jaime, ela foi força e amparo dentro de casa. Dividiu responsabilidades, enfrentou desafios e mostrou, na prática, o valor da parceria na construção de uma família. Essa vivência me formou, me deu base e me inspira diariamente. Mas também me fez compreender que essa não é a realidade de milhões de mulheres brasileiras.
Hoje, mais de 20 milhões de mães no País criam seus filhos sozinhas, segundo o Instituto Data Popular. São mulheres que acumulam jornadas, enfrentam dificuldades e, ainda assim, seguem firmes, sustentando seus lares com coragem e dignidade. Essas mães merecem mais do que admiração, merecem respeito, apoio e políticas públicas que garantam condições reais de desenvolvimento.
Por onde ando, tenho a oportunidade de conhecer de perto muitas dessas histórias. Mulheres que, mesmo diante das adversidades, buscaram recomeços por meio da qualificação profissional e apoio em ações sociais. Participando de conversas e atividades com essas mulheres, vi nascer novas perspectivas, autonomia financeira e, principalmente, esperança.
Sabemos que não é uma missão simples. Transformar realidades exige esforço coletivo, sensibilidade e compromisso. É preciso incentivar, acolher e apoiar essas mães, além de enfrentar o machismo estrutural que ainda isenta muitos pais da responsabilidade na criação dos filhos. Cuidar é um dever compartilhado.
Neste Dia das Mães, que possamos olhar umas para as outras com mais empatia e fortalecer essa rede de apoio. Que o amor, como o que aprendi com minha mãe, seja também ferramenta de transformação social. E que, juntas, possamos seguir construindo caminhos mais justos, onde nenhuma mulher precise caminhar sozinha.
(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal HojeDiario.com).


