A Prefeitura de Mogi das Cruzes apresentou, na manhã desta quinta-feira (07), para jornalistas da região do Alto Tietê, as instalações da nova Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança “Leila Caran Costa”, no distrito de Brás Cubas. A inauguração oficial da unidade está prevista para sábado (09), enquanto os primeiros atendimentos serão iniciados gradualmente nas próximas semanas.
A repórter do portal Hoje Diário, Ludimila Valadares, acompanhou a visita, que contou com a presença da prefeita Mara Bertaiolli, do vice-prefeito Téo Cusatis e de outras autoridades (assista abaixo).
O novo complexo hospitalar foi implantado para ampliar o atendimento especializado à saúde da mulher, das gestantes e dos recém-nascidos no município. A estrutura possui 8 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em sete andares, com capacidade para 90 leitos. A expectativa é realizar até 400 partos por mês e cerca de 2 mil atendimentos obstétricos de urgência mensalmente.
Durante a apresentação, a Prefeitura destacou que a unidade foi planejada para oferecer atendimento integral às pacientes, desde o pré-natal até o acompanhamento pós-parto. Entre os diferenciais estão os quatro acessos independentes para ambulâncias, urgência, internação e ambulatório, além de equipamentos modernos e da proposta de atendimento humanizado.
A maternidade também contará com espaços específicos voltados ao acolhimento e ao acompanhamento familiar. Um deles é a “Sala Lilás”, destinada ao atendimento de vítimas de violência. Outro ambiente apresentado foi a “Janela da Vida”, criada para permitir que familiares acompanhem os partos com privacidade e suporte tecnológico.
Outro ponto destacado pela administração municipal é o incentivo à amamentação. O hospital terá banco de leite humano funcionando dentro da própria unidade, além de atendimento domiciliar às pacientes.
Exames como ultrassonografia, cardiotocografia e análises laboratoriais serão realizados no local, sem necessidade de deslocamento para outras unidades. As gestantes também poderão participar de visitas guiadas antes do parto para conhecer a estrutura da maternidade.
Dentro do hospital funcionará o programa “Mãe Mogiana”, que reunirá atendimento multidisciplinar nas áreas de ginecologia, obstetrícia, pediatria, psicologia, nutrição, fonoaudiologia, assistência social e vacinação.
A Prefeitura informou ainda que o programa “Mãe Mogiana em Casa” fará visitas domiciliares às pacientes após o parto. O serviço contará também com um canal direto de atendimento, chamado “Alô, Mãe Mogiana”, pelo telefone (11) 92485-0160.
Entre os benefícios previstos para as pacientes em situação de vulnerabilidade social estão a entrega de kit enxoval para recém-nascidos, carteira de vacinação e vale-transporte para gestantes.
Segundo o cronograma divulgado pela Prefeitura, os atendimentos começam em 25 de maio, com funcionamento de ambulatórios, banco de leite, consultas, exames e serviços especializados. Já em agosto, a unidade iniciará a realização de partos, além da ativação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal e dos alojamentos conjuntos para mães e bebês.
A previsão da administração municipal é de que, em setembro, o hospital esteja operando plenamente, incluindo pronto atendimento obstétrico e realização de partos de alto risco.
A estrutura também contará com UTI Neonatal, UTI Adulta, Unidade Neonatal Canguru, salas cirúrgicas e áreas de internação para mães e recém-nascidos.
O investimento total na implantação da maternidade supera R$ 57 milhões. Apenas a construção da unidade recebeu aporte de R$ 38,8 milhões.
A operação será administrada pelo Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (ISHAOC), ligado ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz, citado pela Prefeitura como o terceiro melhor hospital do Brasil e o 105º melhor do mundo no ranking “World’s Best Hospitals 2026”.
De acordo com os dados apresentados pela administração municipal, a implantação da unidade também resultou na abertura de 294 vagas de emprego e atraiu mais de 40 mil candidatos durante o processo seletivo.



