Muito além dos livros de história, a cultura africana permanece viva nos costumes, nos sabores, na música e na forma de falar dos brasileiros. O dia 3 de julho marca o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, uma data que reforça a importância da luta contra o racismo e da busca pela igualdade. Mais do que isso, o momento também convida à valorização das contribuições da população negra para a formação da história brasileira.
A data foi estabelecida com a aprovação da Lei Afonso Arinos, sancionada em 1951 e considerada a primeira legislação brasileira voltada ao combate à discriminação racial. Desde então, o país avançou na criação de novas leis e políticas públicas, mas o enfrentamento ao racismo ainda é um desafio.
No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra, que engloba a soma de pessoas pretas e pardas, é de aproximadamente 112,7 milhões de pessoas, o que representa entre 55,5% e 56,4% da população do país.
Em muitos lares brasileiros, a influência africana está presente sem que as pessoas percebam. Ela aparece no almoço de domingo com uma feijoada, no café da manhã com um bolo de fubá, no samba que toca durante um churrasco em família ou até mesmo em uma roda de capoeira em uma praça.
A presença dessa cultura também é marcante na língua portuguesa. Diversas palavras utilizadas diariamente têm origem em idiomas africanos, como “cafuné”, “caçula”, “quitanda”, “fubá” e “dendê”.
A influência africana também está presente em manifestações culturais e religiosas que atravessaram gerações. Festas populares, como a Congada e o Maracatu; religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda; além de danças e expressões artísticas, como a capoeira, o samba de roda, o jongo e o afoxé, ajudam a preservar tradições que continuam fazendo parte da história brasileira.




