O Procon de Mogi das Cruzes emitiu um alerta sobre um novo golpe que está circulando às vésperas do período eleitoral. As mensagens fraudulentas usam o nome do órgão, referências jurídicas e informações públicas para tentar assustar as vítimas e levá-las a acessar links maliciosos ou realizar pagamentos indevidos.
Segundo o Procon, as falsas notificações chegam por e-mail ou aplicativos de mensagem e podem incluir logotipos verdadeiros, menções ao Ministério Público, supostos números de processos e protocolos, além de ameaças de ações judiciais e multas de valores elevados.
Os responsáveis pela fraude também utilizam dados eleitorais ou informações relacionadas a antigas candidaturas, apresentando esses registros como se fossem vinculados a uma empresa. Dados públicos disponíveis na internet são incorporados às mensagens para aumentar a aparência de legitimidade e dificultar a identificação da fraude.
De acordo com o coordenador do Procon de Mogi das Cruzes, Álvaro Nicodemus, o esquema é estruturado para provocar medo e fazer com que a vítima siga as instruções enviadas pelos fraudadores, seja acessando endereços falsos ou atendendo a cobranças indevidas.
Outra estratégia é estabelecer prazos reduzidos, de 24 ou 48 horas, para a apresentação de uma suposta defesa. As mensagens ainda podem ameaçar com cancelamento de alvará, processos judiciais e aplicação de multas.
Um dos principais riscos está nos botões ou links apresentados como canais para consultar o processo ou obter detalhes de uma denúncia. O Procon orienta que esses endereços não sejam acessados. Conforme o alerta do órgão, eles podem ser utilizados para instalar vírus capazes de obter senhas e informações bancárias armazenadas em computadores ou celulares.
O remetente também deve ser observado. Segundo Nicodemus, os autores da fraude podem utilizar endereços eletrônicos com extensões criadas para parecer canais governamentais, como @procombrasil.gov.br, além de contas de serviços gratuitos, entre eles Gmail e Yahoo.
Como se proteger
Não acesse links recebidos nas mensagens: segundo a orientação divulgada, o Procon-SP e Procons de outros municípios não encaminham por e-mail ou WhatsApp links para consulta de relatórios e processos nem para cobrança imediata de multas.
Confira o domínio do remetente: comunicações oficiais de órgãos públicos utilizam domínios específicos do estado ou município. O material cita como exemplos @procon.sp.gov.br e @caxias.rs.gov.br. Procons municipais legítimos não utilizam servidores gratuitos.
Procure diretamente os canais oficiais: diante de uma possível notificação, a recomendação é não utilizar o endereço recebido na mensagem. O interessado deve acessar diretamente o site oficial do Procon estadual ou municipal e consultar a área destinada aos fornecedores para verificar a existência de processo ativo.
Registre boletim de ocorrência: empresas que receberem esse tipo de ameaça são orientadas a procurar a Polícia Civil e registrar a tentativa de estelionato, contribuindo para o mapeamento da atuação dos responsáveis pela fraude.




