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Nesses últimos anos o Brasil tem vivido um cenário intenso de crise. A pandemia do Covid-19 teve altos índices de contágio e mortalidade, afetando demasiadamente o comércio e os serviços. Ainda teve a chegada da variante Delta, e agora o anúncio da pior crise hídrica das últimas décadas que ainda traz consigo uma possível falha no fornecimento de energia elétrica em vários estados, além de tensões políticas e econômicas. Em meio a tudo isso, a população se vê enfrentando um novo problema: a inflação que não para de subir.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, no acumulado de 12 meses até julho de 2021, a inflação brasileira chegou a 9%. Em comparação com os demais países latino-americanos, fica atrás somente da Argentina, com 51,8%, que enfrenta uma grande crise econômica, e do Haiti, que somou 17,9% e vive problemas políticos e sociais, além de desastres naturais que mexeram profundamente com as estruturas e com a economia do país.

A inflação nada mais é do que o aumento nos preços de bens e serviços ao consumidor, que influencia direto na diminuição do poder de compra da moeda vigente no país. Logo, com a inflação em alta, o poder de consumo da maior parte das pessoas despenca. Esse índice é medido a partir de diversos indicadores de preço, dos quais o principal é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que faz uma estimativa a partir de uma cesta básica de necessidades da população que inclui alimentação, habitação, vestuário, transporte, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação.

Muito além de ditar o poder de compra do brasileiro, a inflação diz respeito a outros aspectos ​e afeta diretamente o cenário econômico e social do país. Com uma taxa instável, as empresas e prestadoras de serviços não sabem como mensurar os preços, o que causa problemas no fluxo de venda e afeta diretamente o consumidor final, em especial, aquele que está em situação de vulnerabilidade social ou insegurança financeira.

Com uma alta nos preços nos produtos dos supermercados, gás de cozinha e combustíveis, contas de energia nas alturas, remédios e até mesmo itens para cuidados animais, como ração ou areias higiênicas, com preços cada vez maiores, o consumidor fica em uma situação incerta na qual não sabe onde investir ou como se planejar para o futuro a curto e longo prazo.

Enfim, o brasileiro ficou mais pobre, perdeu seu poder de compra, o dinheiro cada vez vale menos, e os reflexos são uma queda acentuada no padrão de vida das nossas famílias.

Para o próximo ano, as expectativas também são de instabilidade e pouca chance de melhora, então os brasileiros ainda terão de lidar com muita incerteza no que diz respeito a seus investimentos e, também, com preços mais altos que o normal. Uma forma de se preparar é fazer um planejamento financeiro sólido, com prioridades claras e com cortes de custos não essenciais. Com a organização das finanças e da renda bruta das famílias, é mais fácil lidar com as alterações que o mercado sofre semanal e diariamente.

(Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do HojeDiário.com)

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