Foto: Reprodução
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A Rússia tomou Kherson, cidade ucraniana portuária com mais de 250 mil habitantes. A informação foi confirmada pelo prefeito local,  Igor Kolykhaev, nesta quinta-feira (03). Essa foi a primeira grande cidade da Ucrânia que as tropas russas conseguiram tomar total controle, desde o início da invasão.

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“Não tínhamos armas e não fomos agressivos. Mostramos que trabalhamos para proteger a cidade e tentamos mitigar as consequências da invasão”, afirmou Kolykhayev em suas redes sociais. “Encontramos enormes dificuldades para recolher e enterrar os mortos, para a entrega de alimentos e medicamentos, a coleta de lixo, o socorro a acidentes etc.”, continuou.

Segundo dia de negociações

A tomada da cidade coincidiu com o segundo dia de negociações entre Ucrânia e Rússia. Na nova reunião, foi acordado a criação de corredores humanitários para a retirada de civis de áreas de conflito e para a entrada de provisões, como alimentos, roupas e outros mantimentos. No próximo encontro será discutido como será feito o “cessar-fogo” dessas áreas.

“Os ministérios da Defesa de Rússia e Ucrânia acordaram em manter os corredores humanitários. Vamos manter a possibilidade de manter um cessar-fogo nos corredores humanitários”, disse Vladimir Medinsky, representante russo na reunião. “Mais uma vez a Federação Russa reforça que a intenção é manter a paz e paciência nessa situação. Pedimos que a população use esses corredores humanitários e esperamos que isso tudo se resolva logo”, continuou.

A medida ajuda a garantir a segurança de civis durante a guerra, que tem sido ameaçados cada vez mais pelos bombardeios russos. Nesta quinta-feira (03), um bombardeio destruiu totalmente, Yakovlivka, uma cidade de 600 habitantes na região de Kharkov, no leste da Ucrânia, de acordo com a promotoria geral citada pela Suspline Tv. Com o ataque, três pessoas foram mortas, sendo um soldado e dois civis, além de 24 feridos.

Vitali Klitschko, prefeito da capital ucraniana Kiev, disse que a Rússia tem atacado constantemente partes residenciais da cidade. Ainda assim, insistiu que não irão se render. “Milhares, já dezenas de milhares, foram mortos nesta guerra contra a Ucrânia. E esse número infelizmente apenas crescerá. Não vamos nos render. Não temos para onde bater em retirada”, disse.

Ele disse que já mais de metade da população de 3 milhões de pessoas da cidade fugiu. “A situação é tensa, as pessoas estão preocupadas”, mencionou Klitchko, destacando várias bombas estão “atingindo prédios residenciais ou importantes infraestruturas”.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), desde o início da guerra, com a invasão russa em 24 de fevereiro, pelo menos um milhão de ucranianos fugiram para países vizinhos. A ONU também destacou que até a última terça-feira (01), pelo menos 752 vítimas civis estavam confirmadas, sendo 525 pessoas feridas, 227 mortos, 15 sendo crianças.

Em sua avaliação da guerra, o presidente russo Vladimir Putin disse, nesta quinta-feira (03), que tudo está “de acordo com o plano” e prometeu que irá gratificar financeiramente as famílias dos soldados mortos na invasão, os quais chamou de heróis.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que, apesar das negociações, a única forma de acabar com essa guerra é em um encontro direto com Putin. “Eu preciso falar com Putin… porque essa é a única maneira de parar esta guerra”, disse Zelensky.

Em seu pronunciamento, o mandatário ucraniano também disse que se o Ocidente não reagir a altura, a Rússia não parará até retomar todos os países da Europa Oriental. “Se desaparecermos, que Deus nos proteja, em seguida será Letônia, Lituânia, Estônia etc. (…) Até o Muro de Berlim, acreditem em mim, disse Zelensky, pedindo aos que os países ocidentais que “fechem o céu” ucraniano aos aviões russos, ou que deem aviões para a capital, Kiev. “Nós buscamos a liberdade”, afirmou.

“Eu tenho medo, obviamente, de que meus amigos morram. Eu, como presidente da Ucrânia, não tenho direito a ter medo de morrer. Claro que dentro de mim, eu sinto dor. Temo pelos entes queridos. Tenho medo de não ter mais meu país. Eu tenho medo. O que vamos dizer a nossos filhos?”, finalizou Zelensky.

(Matéria com informações dos portais G1, UOL Notícias e dos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo)

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