Saiba quem foi São Sebastião, padroeiro de Suzano e que nomeia o feriado desta sexta-feira (20)

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Nesta sexta-feira (20), Suzano comemora o dia do seu padroeiro São Sebastião. Condenado ao martírio duas vezes, o feriado homenageia aquele que foi um soldado romano cristão, buscando ajudar aqueles que eram perseguidos por causa de sua fé.

Sebastião nasceu em, provavelmente, em 250 d.C., na cidade de Narbonne, que pertencia ao império romano, na região do sul da França. Ao longo de sua vida, foi um homem caridoso para com seus irmãos cristãos.

A fama do santo, porém, começou quando ele se alistou no exército romano, em 283. A intenção, segundo pesquisadores, era ajudar cristãos aprisionados e perseguidos pelo Império Romano e provavelmente se tornariam mártires, como uma espécie de “agente-duplo”.

Na época, ser um soldado romano lhe garantia status social, mas a conduta impecável de Sebastião teria feito com que ele se destacasse ainda mais, como um modelo de soldado cristão, ético e uma moral admirável, ainda mais quando se tratava de auxiliar aqueles que eram perseguidos.

Chegou a ser capitão da guarda do imperador, até que sua fé foi descoberta. As histórias dos santos antigos atribuem ao imperador Diocleciano (244-311) a condenação à morte para Sebastião, após descobrirem a sua crença.

Duplo martírio

Segundo os documentos antigos, Sebastião foi condenado à morte por flechadas. Os romanos então o prenderam em um poste de madeira e lançaram diversas flechas nele. Daí também é de onde vem a clássica imagem que se tem de São Sebastião, com as flechas cravadas em seu corpo.

Porém, segundo a Igreja Católica, o santo sobreviveu à tentativa de assassinato. Por todos pensarem que ele estava morto, ele foi deixado pendurado no poste. Seu corpo foi resgatado por Irene de Roma (que mais tarde também se tornaria santa) para sepultá-lo, quando ela mesma percebeu que ele ainda vivia.

Mesmo aconselhado por seus amigos a fugir de Roma, ele decidiu enfrentar o Imperador novamente, reafirmando sua fé. O soberano acabou condenando-o novamente à morte, desta vez, por açoites. Um pouco antes da morte, ele teria dito “antes de ser oficial do imperador, sou um soldado de Cristo”, não negando a fé cristã até o fim de sua vida.

O fato teria ocorrido em 20 de janeiro de 286, data em que passou a ser celebrada o dia de São Sebastião.

Seu corpo foi jogado na cloaca máxima, o esgoto de Roma, como uma forma de garantir que ele não sobreviveria mais uma vez, mas foi recuperado pelos cristãos e enterrado em uma das catacumbas dedicadas a enterrar os irmãos na fé.

Reverência e protetor contra as epidemias

O culto aos mártires cristãos que eram soldados romanos começou em meados do 5º e 6º século depois de Cristo. Ali, São Sebastião já era referenciado, mas sua atribuição como um protetor contra as epidemias veio em 680.

Segundo a tradição católica, seus restos mortais estavam sendo transportados para uma basílica construída por Constantino, o imperador romano. Os cidadãos da região, porém, estavam sofrendo com uma peste terrível.

Quando os restos de Sebastião chegaram na cidade a praga teria cessado, o que fez com que os cristãos atribuíssem a proteção do santo contra a epidemia.

Devoção no Brasil e em Suzano

Em Suzano, a primeira igreja católica do município, a matriz de Suzano, é a Paróquia de São Sebastião. Antes de ser a maior e principal igreja católica da cidade, ela era uma capela pequena construída numa área que pertencia aos irmãos Antônio e Thomé Marques Figueira, como conta o Padre Cármine, um dos párocos da Igreja Matriz de Suzano.

A capela foi inaugurada em 20 de janeiro de 1897 e foi dedicada a São Sebastião, começando a assim a devoção na região em que viria a se chamar Vila de São Sebastião, concentrando cada vez um número maior de fiéis.

Porém, era necessário a autorização dos irmãos para a utilização da Capela, já que ela estava localizada dentro de sua propriedade. Foi então que Diocese de São Paulo solicitou que a capela fosse cedida ao povo, o que só foi ocorrer em 1936.

Em 1940, uma comissão decidiu pela criação da Paróquia de São Sebastião, na então Vila São Sebastião (já que Suzano ainda não era uma cidade), por decisão do arcebispo de São Paulo dom José Gaspar de Affonseca e Silva.

Dois anos após Suzano se tornar uma cidade, foi proposta a demolição da Capelinha de São Sebastião para a construção de uma nova grande igreja, como é a Paróquia de São Sebastião, localizada na Praça João Pessoa, na região central de Suzano.

(com informações do portal BBC Brasil)

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