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Paciente tem remissão completa de câncer após tratamento inovador em São Paulo

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Paulo Peregrino, de 61 anos, vinha lutando contra um câncer de próstata desde 2010, passando por duas cirurgias e várias sessões de quimioterapia. Prestes a ser transferido para tratamentos paliativos, sem outras opções, Paulo descobriu um novo tratamento da USP, em parceria com o Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeirão Preto, conhecido como CAR-T Cell. Em apenas um mês, o linfoma de Paulo entrou em remissão completa.

Apesar de caro e disponível apenas em alguns países, o tratamento está sendo lentamente introduzido no sistema público de saúde brasileiro. Até agora, 14 pacientes foram tratados com esse protocolo usando fundos da Fapesp e do CNPq, todos com remissão de pelo menos 60% dos tumores. O tratamento foi realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O método demonstrou eficácia em três tipos de câncer: leucemia linfoblástica B, linfoma não Hodgkin de células B e mieloma múltiplo, que afeta a medula óssea. O tratamento para mieloma múltiplo ainda não está disponível no Brasil.

Atualmente, o custo mínimo para o tratamento é de R$ 2 milhões por pessoa. De acordo com Dimas Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular CEPID-USP e do Núcleo de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto, devido ao alto custo, este tratamento não é acessível na maioria dos países do mundo. O Brasil, no entanto, está em uma posição privilegiada e tem a oportunidade de introduzir este tratamento no SUS em breve.

No segundo semestre, um estudo clínico com CAR-T Cell será realizado com 75 pacientes, com financiamento público após a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Paulo é o caso mais recente de remissão completa do câncer em um curto período de tempo. Ele recebeu alta do Hospital das Clínicas em São Paulo no último domingo (28). Vanderson Rocha, professor de hematologia, hemoterapia e terapia celular da Faculdade de Medicina da USP e coordenador nacional de terapia celular da rede D’Or, liderou o caso de Paulo.

A versão brasileira do tratamento CAR-T Cell foi desenvolvida por um grupo de pesquisa do Centro de Terapia Celular de Ribeirão Preto em 2019 e é a única técnica desse tipo usada na América Latina. Em 2021, uma parceria com o Instituto Butantan permitiu a instalação de duas fábricas em São Paulo, tornando possível oferecer 300 tratamentos por ano.

Dimas Covas explicou que, para disponibilizar o tratamento à população brasileira, é necessário obter financiamento para realizar o tratamento para 75 pacientes com linfoma e leucemia e gerar os dados clínicos que permitam o registro do produto na Anvisa. Este estudo clínico inicial custará R$ 60 milhões, mas economizará R$ 140 milhões em comparação com os preços cobrados por empresas privadas. A expectativa é que o Ministério da Saúde ofereça apoio e financiamento para promover a tecnologia no país.

(com informações do portal G1)