“A projeção dos próximos três anos do PIB brasileiro”, por Robinson Guedes

Nesta semana trago um dado importante a você, leitor, que é a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para os próximos três anos. Os valores que vou lhes apresentar tratam-se de uma projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, como veremos, os resultados são preocupantes.

Segundo as estimativas do FMI, a atividade econômica do Brasil deve ter um crescimento aproximado de 6,4% no período, uma média inferior às projeções mundiais (13%), da América Latina (9%) e de países emergentes em geral (17%). Estes dados servem de alerta pois, a título de comparação, os indicadores nacionais devem apresentar mero 0,1% de superioridade em relação à Argentina, país vizinho de economia mais frágil.

E o que exatamente isso significa? Pois bem, este cenário indica um desafio gigantesco para o crescimento do país. Aos que podem não estar familiarizados, o PIB é o principal indicador de resultados econômicos de determinado local, indo desde uma cidade, até continentes. Portanto, um valor de projeção baixo aponta que haverá pouco crescimento, o que impacta no nosso dia a dia com menos investimentos feitos e mais gastos aplicados.

Os mais atentos e antenados podem lembrar, porém, que este valor projetado é maior do que os 5,73% registrados nos últimos anos. Sim, há uma evolução inegável, mas a questão é que este crescimento de 0,7% é fruto do mau desempenho recente do Brasil no índice.

Veja bem, o FMI faz a projeção de mais de 190 países e, entre estes, registramos a 25ª pior taxa de crescimento. Porém, mesmo com estes números, o Brasil deverá seguir entre as dez principais economias do mundo, tendo a expectativa de ter um PIB de US$ 2,4 trilhões em 2026, valor hoje equivalente a R$ 11,9 trilhões. Mas como?

Voltando ao exemplo da Argentina, a pequena diferença percentual na projeção indica um crescimento com base nos respectivos cenários atuais de cada país. Dentro disso, seguiremos nesta posição de destaque, pois a tendência é que várias outras nações também tenham desenvolvimento relativamente baixo.

Um exemplo disso são os Estados Unidos, principal potência econômica que apresentará uma taxa potencial superior em apenas 0,4% quando comparada à brasileira. Isso não significa que estamos com poderio similar com os norte-americanos, pois 6,4% de US$ 2,4 trilhões não se comparam com os 6,8% de crescimento com base nos US$ 30 trilhões do PIB estadunidense.

Como disse, tudo isso impacta diretamente no futuro do brasileiro, pois a volatilidade da economia é um desafio constante para além do empreendedorismo. Independentemente da posição social, devemos observar o desenvolvimento nacional com muita atenção nos próximos anos.

(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do HojeDiario.com)