Jovem, filha e neta de brasileiros, morre após ataque do Hamas; Brasileiros ainda aguardam para sair da Faixa de Gaza

Celeste Fishbein, jovem de 18 anos, filha e neta de brasileiros, teve sua morte confirmada por seu tio, nesta terça-feira (17). Ela havia sido sequestrada pelo grupo terrorista Hamas no dia 07 de outubro, quando começaram os ataques a Israel.

Ela foi feita de refém pelos terroristas quando eles invadiram diversas casas levando seus moradores cativos. Mais de 120 pessoas foram feitas reféns nesse dia.

Sua família estava na casa da avó durante a realização de uma cerimônia religiosa e conseguiram chegar a um abrigo. Celeste ainda conseguiu se comunicar com seus familiares por um aplicativo de conversa, em um grupo da família.

Ela ainda foi capaz de avisar a família a não abrirem as portas para qualquer pessoa que fosse, uma vez que os terroristas do Hamas estavam disfarçados para sequestrar as pessoas.

Nesta terça, porém, o tio da moça contou que foram avisados pelo exército israelense que o corpo dela foi encontrado.

Brasileiros em Gaza

Um grupo de aproximadamente 32 brasileiros continuam refugiado na região da Faixa de Gaza. Segundo o Governo Federal Brasileiro, eles aguardam autorização para cruzar a fronteira com o Egito e finalmente saírem do local palco do conflito entre o grupo terrorista Hamas e Israel, o que ainda não é possível devido aos bombardeios israelenses.

Atualmente, o grupo aguarda nas cidades de Rafah e Khan Yunis, na região sul de Gaza. Eles chegaram após serem levados por um ônibus alugado pela Embaixada Brasileira na Palestina. A expectativa era realizar a viagem de repatriação ainda na sexta-feira (13), mas o ônibus demorou para chegar no local e seria perigoso andar à noite, uma vez que bombardeios poderiam ser realizados.

Para garantir uma noite mais tranquila, o Governo Federal alugou uma pequena casa já em Rafah para os 16 brasileiros que estavam na escola, onde já estão há quase cinco dias. Também tem encaminhado mantimentos por meio da embaixada na Cisjordânia para garantir o bem-estar dos refugiados no local.

A família de Hasan Rabee está em um apartamento em Kahn Yunis. Como Israel tem feito um cerco a Gaza, o acesso à água está escasso, tendo sido necessário a Hasan beber água salgada em alguns momentos. Ele expressou sua gratidão em poder finalmente beber água potável novamente.
“Estávamos loucos para beber água boa. Obrigado à equipe da embaixada [do Governo Brasileiro], que conseguiu nos mandar alimentação e bastante água. Dá para muitos dias”, comentou Hasan em vídeo com suas filhas.

Rabee também disse que devido a alguns rumores que circularam, indicando que a fronteira poderia ser aberta na segunda-feira (16), eles criaram grandes expectativas. Ele disse que estavam “loucos para viajar”, mas ainda não foi possível.

Ele também se disse muito triste com a situação que tem vivido no país, sendo mais triste ainda ter de deixar sua mãe e irmãs porque elas não terem cidadania brasileira nem passaporte para viajar. O medo, diz ele, é a possibilidade de não encontrá-las.

Segundo o governo brasileiro, assim que o grupo puder cruzar para o Egito, eles serão trazidos ao Brasil no avião VC-2 da Presidência da República, que tem capacidade para transportar até 40 passageiros. Outros cinco voos de repatriação já foram feitos para trazer brasileiros e familiares de Israel.