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“Ah, os mosquitos”, por Luci Bonini

A palavra mosquito foi durante muito tempo usada para descrever esses pequenos insetos voadores que sempre rodeiam as comidas, as podridões e picam. Atualmente temos muitas palavras para esses diferentes insetos: mosca, mutuca, pernilongo e assim por diante.

Já dá para adivinhar que assim é o “mosquito” da dengue. Vivemos uma epidemia de dengue e já sabemos que há mortes advindas desta doença. Vamos falar um pouco sobre esse mosquito.

Ele se chama Aedes aegypti transmite a dengue e a febre amarela urbana. Interessante sobre esse inseto é que o macho se alimenta exclusivamente de frutas e a fêmea de sangue para o amadurecimento dos ovos e quando ela está contaminada pelo vírus da dengue, esses ovos ao completarem seu ciclo evolutivo também transmitirão a doença.

Os países dos trópicos passam por muitas doenças conhecidas como doenças tropicais.

A Organização Mundial de Saúde considera doenças tropicais negligenciadas como a malária, a doença de Chagas, a doença do sono (tripanossomíase humana africana, THA), a leishmaniose visceral (LV), a filariose linfática, o dengue e a esquistossomose continuam sendo algumas das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Os países mais afetados por essas doenças se localizam na África subsaariana e na América Latina. A OMS já recomentou aos países que invistam bastante para tratar essas doenças ou combater os vetores.

No Brasil, o último boletim sobre essas doenças estimou-se, em média por ano, um total de 28,9 milhões de pessoas sob o risco dessas doenças, sendo a Regiões Norte e Nordeste.

Foram registrados 40.857 óbitos (média anual de 8.171,4) tendo DTNs como causa múltipla (3,92/100 mil), também refletindo o padrão de mortalidade por doença de Chagas (31.342 óbitos), com um padrão regional desigual (Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste com maiores taxas), ainda segundo esse boletim.

Para concluir, é preciso antes de exigir do cidadão a prevenção, que o Estado busque resolver esse problema criando equipes para eliminar os vetores e principalmente oferecer capacitação para os profissionais da saúde para tratar essas doenças.

(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do HojeDiario.com)