O Dia Mundial Contra a Hanseníase, celebrado no próximo dia 26 (segunda-feira), reforça as ações do Janeiro Roxo, campanha dedicada à conscientização, prevenção e enfrentamento da doença.
Apesar de ainda ser cercada por preconceitos e estigmas, a hanseníase é contagiosa, tem controle e tratamento eficazes, oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A doença é causada pelo Mycobacterium leprae e compromete principalmente os nervos periféricos. Entre os primeiros sinais estão manchas na pele com perda de sensibilidade, que podem evoluir para dificuldades motoras e, em situações mais graves, gerar incapacidades físicas permanentes, incluindo amputações. Por isso, a identificação precoce é fundamental para evitar sequelas.
De acordo com o Ministério da Saúde, os principais cuidados com a doença e as orientações são: ficar atento a manchas na pele com perda de sensibilidade, procurar uma unidade de saúde e iniciar o tratamento mais adequado.
Um deles é o tratamento paucibacilar, indicado para pacientes com menor carga de bacilos, que tem duração de seis meses, desde que os medicamentos sejam tomados regularmente. Nesse esquema, o paciente utiliza dapsona diariamente em casa, enquanto uma vez por mês, no dia da consulta, recebe no serviço de saúde duas cápsulas de rifampicina e um comprimido de dapsona, sob supervisão profissional.
Já o tratamento multibacilar, destinado aos casos com maior número de bacilos, é mais prolongado e dura até dois anos.
Vale ressaltar que nem todos os tipos de hanseníase são contagiosos. Mesmo os tipos que são contagiosos deixam de sê-lo quando se começa o tratamento.
O enfrentamento da hanseníase segue como um dos grandes desafios da saúde pública no Brasil. O país responde por cerca de 90% dos novos casos registrados nas Américas e ocupa a segunda posição no ranking mundial de diagnósticos.
Para fortalecer o combate à doença, o SUS (Sistema Único de Saúde) incorporou recentemente novos testes de apoio ao diagnóstico e um exame específico para detectar resistência medicamentosa, ampliando a capacidade de identificação e tratamento adequado.



























