A Justiça de São Paulo condenou o delegado Eduardo Peretti Guimarães e cinco policiais de Mogi das Cruzes por integrarem uma organização criminosa voltada à extorsão de traficantes em Guarulhos, cidade do Alto Tietê. A sentença reconhece que o grupo se estruturou com o objetivo de extorquir, ainda que os réus tenham sido absolvidos das acusações individuais de extorsão, roubo e tráfico de drogas.
Para o juiz responsável pelo caso, ficou comprovada a existência da associação criminosa e sua finalidade ilícita, mas não havia provas suficientes para sustentar acusações específicas contra cada um dos integrantes do grupo. Os condenados poderão recorrer da decisão em liberdade. A investigação que originou o processo foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público.
Segundo as apurações, os agentes exigiam pagamentos semanais de traficantes que atuavam na região de Guarulhos, variando entre 10 mil e 20 mil reais. O delegado foi o que recebeu a pena mais alta do grupo, condenado a nove anos de prisão em regime fechado e multa. Ele havia sido absolvido de três acusações de extorsão e de crimes ligados ao tráfico de drogas.
Peretti já havia sido demitido da Polícia Civil em 2017 por crime de concussão, mas foi reintegrado ao cargo por decisão judicial em 2021.
Os cinco policiais que também foram condenados, entre eles militares e civis, receberam pena de oito anos e nove meses de prisão em regime fechado e multa cada um. Quatro desses agentes também tiveram a perda do cargo público decretada pelo juiz. A decisão judicial ainda determinou que os condenados paguem as custas processuais. Por fim, o juiz não fixou um valor de reparação de danos, justificando que não foi identificada uma vítima direta no crime de organização criminosa.
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