O Ministério da Saúde suspendeu, na última segunda-feira (08), a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de 42 casos de reações graves, incluindo duas mortes suspeitas que ainda estão sob investigação. Entre os sintomas relatados estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três casos foram classificados como graves, entre eles os dois óbitos.
Segundo a pasta, os eventos representam 0,008% das cerca de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio. O ministério afirma que ainda não há confirmação de relação causal entre os casos registrados e a vacina.
A campanha teve início em janeiro e foi aplicada inicialmente em profissionais da saúde. Posteriormente, foi ampliada para pessoas de 15 a 49 anos em Botucatu, no interior de São Paulo; Maranguape, no Ceará; Nova Lima, em Minas Gerais; e na região de Araguaína, no Tocantins.
O Ministério da Saúde informou que a decisão foi adotada como medida de precaução para permitir a investigação dos casos. Também serão analisados possíveis fatores de risco, comorbidades e eventuais falhas no processo de armazenamento ou aplicação do imunizante.
Quem já recebeu a vacina deve observar o surgimento de sintomas durante 21 dias e procurar atendimento médico em caso de febre, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou piora do estado geral. Segundo o ministério, essas pessoas continuam protegidas contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.
O Sistema Único de Saúde (SUS) mantém a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com a vacina Qdenga, da Takeda, utilizada desde 2024. As doses do Butantan já distribuídas não serão descartadas e permanecerão armazenadas até a conclusão das investigações. Ainda não há prazo para a retomada da vacinação.





