Há quase 12 anos, família de Suzano procura por homem que desapareceu após viajar para Campinas em busca de trabalho

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Há quase 12 anos, uma família de Suzano procura por um homem que desapareceu após viajar para Campinas. José Carlos Bezerra de Gouveia tinha 28 anos quando foi visto pela última vez.
Desde outubro de 2014, a família convive diariamente com uma pergunta que permanece sem resposta: onde ele está? Morador de Suzano, José Carlos saiu da cidade em direção ao interior do estado de São Paulo para iniciar um novo trabalho e nunca mais fez contato com os familiares.
O desaparecimento interrompeu uma rotina que, até então, parecia comum. Em entrevista ao portal Hoje Diário, a irmã dele, Joelma, contou que José Carlos costumava trabalhar em empresas que prestavam serviços em diferentes cidades e estados.

Antes de desaparecer, ele havia deixado uma empresa onde atuava em Minas Gerais e estava hospedado na casa de um dos irmãos, em Suzano, enquanto buscava uma nova oportunidade profissional.
Segundo a família, José Carlos saiu da cidade no dia 6 de outubro de 2014 com destino a Campinas, onde acreditava que iniciaria um novo trabalho. A viagem, em um primeiro momento, não despertou preocupação entre os familiares, já que ele costumava se deslocar por causa dos empregos.
No entanto, ao chegar à região, ele não encontrou os irmãos que moravam na cidade e nunca mais fez contato com a família. As mensagens enviadas passaram a não ser respondidas, e ninguém mais conseguiu localizá-lo.
“Mandei mensagem, ele falou que estava bem. Depois minha mãe conseguiu falar com ele, mas disse que ele falou muito rápido e apenas informou que estava indo trabalhar em uma empresa, sem dizer o nome. Depois disso, mandei mensagem novamente, mas ele não recebeu. Aí entrei em contato com meus irmãos de lá, e eles disseram que nem chegaram a vê-lo”, contou Joelma.

Ao longo dos anos, a família continuou buscando informações por conta própria. Joelma afirma que chegou a localizar um possível endereço relacionado ao irmão em Monte Mor, município da Região Metropolitana de Campinas. A mãe dela, Francisca Balbina de Gouveia, chegou a ir até o local após receber a informação de que uma moradora teria visto um homem muito parecido com José Carlos, mas a pista não teve continuidade.
“A polícia não entrou em contato em nenhum momento. Nós é que sempre ficamos pesquisando”, afirmou.

Mesmo após quase 12 anos sem respostas, Joelma conta que a ausência do irmão continua sendo uma dor diária para toda a família. Por ser a irmã mais velha, ela relembra a relação que sempre teve com José Carlos e revela que ainda carrega um sentimento de culpa pelo rumo que a família tomou ao longo dos anos.
“Meu sentimento é de tristeza por não saber o que aconteceu, se ele está vivo, morto ou em algum lugar precisando da nossa ajuda. Eu sou a mais velha de todos e cuidei muito dele na infância. Às vezes, me sinto culpada por ter vindo para São Paulo e, depois, eles terem vindo um por um. Penso que, se eu tivesse ficado lá em Pernambuco, ele não teria sumido”, disse.

A família também sente os impactos da ausência de José Carlos em datas que antes eram marcadas pela presença dele. Segundo Joelma, o irmão costumava retornar para Suzano todos os anos, principalmente no período do Natal.
“É muito estranho. Meu irmão vinha todo ano passar o Natal com a gente. Era preocupado e sempre me ajudava”, contou.

Ela explica que a mãe foi uma das pessoas que mais sofreu após o desaparecimento do filho. Durante os primeiros anos sem notícias, a busca constante por respostas afetou a saúde emocional dela.
“Minha mãe sente muita falta dele, assim como todos nós. Mas ela é mãe, né? Agora ela está melhor, mas, no começo, ficou muito mal e teve depressão. Ela fica procurando no Facebook e manda mensagem para todas as pessoas que têm o nome dele. É muito triste. Queria muito que ela tivesse a alegria de vê-lo chegar”, revelou.

Joelma afirma que, apesar do tempo, a família continua alimentando a esperança de receber uma notícia positiva sobre José Carlos.
“A gente fica tentando entender, porque ele era uma pessoa sossegada, de bom coração e não via maldade em ninguém. Ainda temos muita esperança de receber uma boa notícia”, disse.

José Carlos Bezerra de Gouveia nasceu em 1986 e, atualmente, teria cerca de 40 anos.
Se você, leitor do portal Hoje Diário, tiver qualquer informação sobre o paradeiro de José Carlos Bezerra de Gouveia, entre em contato pelos telefones 190 (Polícia Militar), 181 (Disque Denúncia) ou diretamente com a irmã dele, Joelma, pelo telefone (11) 97659-3475.

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