A rede municipal de Mogi das Cruzes contabilizou mais de 48 mil atendimentos e participações em ações de saúde mental entre janeiro e agosto deste ano. O balanço divulgado durante o Setembro Amarelo reúne serviços prestados na Atenção Primária e em unidades especializadas da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).
Entre os registros do período estão 8.482 atendimentos de Psicologia nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 10.161 realizados por Teleatendimento em Psicologia e 6.059 participações em oficinas terapêuticas. Nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e no Centro de Saúde Mental, foram contabilizados 23.215 atendimentos individuais de pacientes.
Desde junho, as UBSs e Unidades de Saúde da Família (USFs) também utilizam um protocolo criado pela Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar para organizar o acolhimento, a classificação de risco e os encaminhamentos relacionados à saúde mental.
Pessoas a partir dos 18 anos que estejam em sofrimento psíquico podem procurar diretamente uma UBS ou USF, sem necessidade de consulta previamente marcada. Durante o acolhimento, a equipe faz uma escuta do paciente, avalia a situação e utiliza instrumentos validados pelo Ministério da Saúde para auxiliar na classificação do risco e na definição do atendimento indicado.
Quadros considerados leves podem continuar sendo acompanhados na própria unidade. Quando o caso demanda atendimento especializado, há possibilidade de encaminhamento para Psicologia da UBS, Teleatendimento em Psicologia, Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO), CAPS ou outros serviços da Raps.
Crises psiquiátricas e situações com risco iminente são encaminhadas imediatamente para serviços de urgência e emergência. Depois desse atendimento, o acompanhamento do paciente tem continuidade.
A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, afirmou que o Setembro Amarelo serve para reforçar a necessidade de abordar a saúde mental, acolher pessoas em sofrimento e incentivar a procura por atendimento. Segundo ela, os números demonstram a existência de diferentes serviços na rede municipal, enquanto o protocolo adotado neste ano busca direcionar cada paciente ao atendimento correspondente à sua necessidade.
Outros procedimentos também aparecem no balanço da Atenção Primária. De janeiro a agosto, houve 773 atendimentos envolvendo práticas corporais, atividades físicas em grupo e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), além de 469 atendimentos de psicoterapia em grupo e 319 realizados por profissionais de nível superior da equipe multiprofissional do CECCO.
Na Atenção Especializada, além dos 23.215 atendimentos individuais nos CAPS e no Centro de Saúde Mental, foram registrados 1.717 atendimentos em grupo, com 10.228 participações em grupos nos CAPS. O período teve ainda 272 atendimentos familiares e 1.409 acolhimentos iniciais feitos pelos CAPS.
O trabalho de matriciamento, responsável pela integração entre a Atenção Primária e os serviços especializados, somou 303 atendimentos individuais, 153 discussões em grupo e 180 reuniões. Também foram contabilizados 3.398 atendimentos médicos em UBSs na área de saúde mental.
Considerando somente os CAPS, o município registrou 6.492 atendimentos individuais entre janeiro e agosto.
Para colocar o novo protocolo em funcionamento, a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar produziu vídeos educativos destinados à capacitação das equipes. O material aborda a aplicação dos instrumentos, os critérios usados na classificação de risco e os caminhos para encaminhamento dos pacientes. Treinamentos presenciais também são realizados, e as unidades recebem suporte para adoção dos procedimentos no atendimento diário.
A estrutura de saúde mental de Mogi das Cruzes inclui o CAPS II, destinado ao público adulto; o CAPS AD, que atende demandas relacionadas ao uso de álcool e outras drogas; o CAPSi, direcionado ao público infantil; e o Centro de Saúde Mental.
Também fazem parte da rede o CECCO, onde são desenvolvidas atividades de convivência e integração social, e a Residência Terapêutica, destinada a pessoas com doença mental grave que não possuem família e renda.




