Dioney Santos Celestino, de 29 anos, investigado pela morte de Laysa Cristine Neris da Silva Bonfim, de 23, em Suzano, foi preso nesta quinta-feira (24), em Mogi Mirim, no interior paulista. Ele foi localizado por uma equipe do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) na rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros.
Durante a abordagem, os policiais fizeram uma revista e não encontraram nada de irregular. Ao consultar os dados do homem, porém, a equipe verificou que ele era procurado pelo feminicídio da jovem. Dioney foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária de Mogi Guaçu. A corporação informou ainda que ele possui antecedentes por homicídio, furto e tráfico de drogas.
Laysa foi encontrada morta dentro de casa na noite de segunda-feira (21). A localização ocorreu após a mãe da jovem receber de uma amiga a informação de que o ex-companheiro teria dito que havia matado Laysa.
O Boletim de Ocorrência (B.O.) aponta que mãe e filha haviam conversado pela última vez no sábado (19), por mensagens em um aplicativo. Como não conseguiu mais contato, a mãe foi até a residência acompanhada do marido. A entrada estava trancada por dentro com uma corrente, e o padrasto precisou arrombar a porta. Laysa foi encontrada caída no chão da sala.
A amiga que havia procurado a família também relatou à polícia ter recebido mensagens do homem investigado. Nelas, ele teria indicado que ela fosse à casa, onde encontraria a jovem morta. Já o padrasto afirmou que Dioney teria mostrado a moradores da região um vídeo no qual Laysa aparecia sem vida.
Na perícia realizada no imóvel, os investigadores identificaram uma lesão na cabeça da vítima que aparentava ter sido provocada por um objeto contundente, conforme consta no registro policial. Também havia sangue espalhado pelo local.
Um celular encontrado sobre o corpo foi recolhido para análise. Exames necroscópico e toxicológico foram solicitados.
O caso foi registrado como feminicídio e continua sob investigação da Polícia Civil.




