A Folia de Reis, uma das mais tradicionais manifestações da religiosidade popular brasileira, segue encantando comunidades e mantendo viva a mensagem da Epifania do Senhor. Celebrada nesta terça-feira (06), a data em que a Igreja recorda a visita dos Magos ao Menino Jesus. Segundo o padre Claudio Taciano, pároco da Paróquia São Sebastião, igreja Matriz de Suzano, a Folia de Reis tem origem diretamente ligada à liturgia da Epifania.
A festa expressa, por meio da música, da dança e da oração, a universalidade do nascimento de Cristo.
“Epifania significa manifestação, revelação. Deus se revela não apenas a um povo específico, mas a toda a humanidade. Os Magos do Oriente representam exatamente isso: pessoas de outra cultura, que não eram judeus, mas que também chegaram até Cristo”, explica Taciano. Introduzida no Brasil pelos portugueses, a Folia de Reis ganhou, ao longo dos séculos, características próprias. Elementos da cultura africana e brasileira foram incorporados, transformando a celebração em uma rica expressão de fé popular.
Instrumentos típicos, cantos religiosos, trajes coloridos e gestos simbólicos fazem parte do cortejo, que percorre casas e comunidades anunciando o nascimento de Jesus. Para o sacerdote, a tradição também carrega um profundo significado espiritual. “Os chamados Reis Magos eram, na verdade, sábios. Eles estudavam os astros, buscavam a verdade, o sentido da vida. O Evangelho nos mostra que toda busca sincera pela verdade culmina em Cristo”, afirma o padre Claudio, que possui mais de 20 anos de ordenação sacerdotal e está há sete anos à frente da paróquia em Suzano.
Além de preservar a memória religiosa, a Folia de Reis fortalece os laços comunitários e transmite valores de partilha, solidariedade e esperança. “É um modo simples e bonito de anunciar que o Menino Jesus veio para todos, sem distinção de cultura ou origem”, finalizou o pároco.




























