Entregador de aplicativo morto por disparo de agente da GCM em São Paulo é velado e enterrado em Poá; ele deixa esposa e três filhos, incluindo bebê

O entregador de aplicativo Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos, foi sepultado no último domingo (12) no Cemitério da Paz, em Poá, cidade da região do Alto Tietê. A despedida ocorreu dois dias após ele ser atingido por um disparo de arma de fogo durante uma abordagem da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na capital paulista.
Casado há 14 anos, a vítima deixa a esposa e três filhos: duas meninas, de 14 e 10 anos, além de um bebê de apenas quatro meses.

O caso aconteceu na noite de sexta-feira (10), nas proximidades do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Douglas realizava entregas utilizando uma bicicleta elétrica e transportava pizzas no momento em que foi abordado por agentes que faziam patrulhamento na região.
Segundo informações da ocorrência, a equipe havia recebido alertas sobre furtos que estariam sendo praticados por ciclistas nas imediações. Durante a ação, os agentes avistaram o entregador, que utilizava fones de ouvido e carregava uma bolsa preta (bag) com os pedidos.

No momento da abordagem, Douglas perdeu o equilíbrio e acabou colidindo a bicicleta contra a porta da viatura. Em seguida, o agente Reginaldo Alves Feitosa, de 54 anos, efetuou um disparo que atingiu o entregador. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O agente foi preso em flagrante após o ocorrido, mas foi liberado mediante pagamento de fiança no valor de R$ 2 mil. O caso foi registrado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e segue em investigação.

A Corregedoria Geral da GCM de São Paulo acompanha o caso e instaurou procedimento administrativo. O agente foi afastado das atividades operacionais enquanto as apurações continuam.

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