Uma discussão entre vizinhos por causa de uma obra terminou com disparos de arma de fogo e a prisão de um homem na manhã desta sexta-feira (17), no bairro Jardim Casa Branca, em Suzano. Ninguém ficou ferido.
A Polícia Militar foi acionada após relatos de tiros na rua Antônio Félix Pinto. Ao chegar ao endereço, os agentes encontraram o indivíduo apontado como autor dos disparos, que admitiu ter atirado duas vezes durante o desentendimento.
Segundo o Boletim de Ocorrência (B.O.), um dos tiros foi efetuado para o alto, enquanto o outro atingiu o para-brisa do carro do vizinho, que estava estacionado na via. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
De acordo com a polícia, os dois vizinhos, o autor dos disparos, de 40 anos, e o outro, de 35, já vinham se desentendendo há algum tempo por questões relacionadas a intervenções na divisa dos imóveis. Os conflitos anteriores envolviam problemas como infiltrações, ajustes no telhado e possíveis danos estruturais, o que teria alimentado uma sequência de discussões entre os moradores.
Na manhã desta sexta-feira (17), a vítima dos tiros saía para o trabalho quando foi abordada pelo vizinho, que solicitou acesso ao quintal para realizar reparos. Diante da recusa, o homem sacou a arma e efetuou os disparos.
Após a chegada da polícia, o próprio autor indicou onde havia escondido a arma. Um revólver calibre 32, com numeração raspada, foi encontrado dentro da residência e apreendido. A entrada no imóvel ocorreu com autorização da esposa do homem. Ainda conforme a corporação, o indivíduo não apresentou resistência durante a abordagem e colaborou com os policiais.
Ele foi conduzido à Delegacia Central de Suzano, onde permaneceu detido e à disposição da Justiça. O caso foi registrado como disparo de arma de fogo e porte ilegal de arma de uso restrito. Em seguida, o homem foi encaminhado à Cadeia de Mogi das Cruzes, onde deve passar por audiência de custódia.
O veículo atingido pelos disparos foi recolhido para perícia e será devolvido ao proprietário após os procedimentos. A vítima também formalizou representação criminal contra o autor.




