Luana Faria: mulher transexual é morta por estrangulamento em Mogi das Cruzes após discussão com o namorado

Luana Faria da Silva Oliveira, uma mulher transexual de 29 anos, morreu após ser estrangulada durante uma discussão com o namorado, no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes. O caso ocorreu no último sábado (09) e foi registrado como feminicídio e violência doméstica.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ela chegou a ser socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jundiapeba, mas não resistiu. O laudo médico apontou que a morte foi causada por parada cardiorrespiratória decorrente de estrangulamento.

Ainda segundo a SSP, o indivíduo de 26 anos, foi localizado nas proximidades da unidade de saúde após ter sido agredido por populares. Aos policiais, ele afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima há cerca de nove meses e que ambos haviam ingerido bebidas alcoólicas antes da discussão.

Familiares relataram à polícia ainda que ouviram gritos de socorro durante a briga. Uma testemunha afirmou que viu o indivíduo sobre a vítima, tentando asfixiá-la. Após o ocorrido, Luana foi encontrada desacordada e levada por familiares até a UPA.
O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, onde permanece à disposição da Justiça.

Luana foi sepultada na manhã desta segunda-feira (11) no Cemitério da Saudade, em Mogi das Cruzes. Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagem à jovem.
O Fórum LGBT+ de Mogi das Cruzes lamentou a morte de Luana por meio de nota.

“O Fórum Mogiano LGBT+ manifesta profunda indignação diante do brutal assassinato de Luana Faria da Silva Oliveira, mulher transexual morta neste domingo (11), em Mogi das Cruzes. Luana morreu após ser estrangulada e o namorado foi preso como principal suspeito do crime. Nos solidarizamos com familiares, amigas, amigos e todas as pessoas próximas neste momento de dor irreparável. Nenhuma vida trans pode ser tratada como descartável. Nenhuma morte pode ser naturalizada. O Brasil segue entre os países que mais matam pessoas trans no mundo, e cada novo caso evidencia o abandono, o preconceito estrutural e a ausência de políticas públicas efetivas de proteção, acolhimento e combate à violência de gênero e à transfobia. Exigimos das autoridades uma investigação rigorosa, responsabilização dos envolvidos e ações concretas para enfrentar a violência contra mulheres, especialmente mulheres trans e travestis, que vivem em situação constante de vulnerabilidade social e violência. Não aceitaremos silêncio. Não aceitaremos impunidade. Vidas trans importam!”, finaliza.

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