A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (26) a segunda fase da Operação Hipócrates, que investiga a atuação de falsos médicos em um hospital particular da zona leste da cidade de São Paulo. A ação ocorre em Poá, Mogi das Cruzes e em cidades da região metropolitana de São Paulo.
Coordenada pelo 22º Distrito Policial (DP) de São Miguel Paulista, na capital paulista, a operação cumpre sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.
Um dos alvos foi localizado e preso em Mogi das Cruzes. Segundo a investigação, Marcos Phelipe de Barros utilizava documentos verdadeiros pertencentes ao médico Nicolas Joseph Della Matta para atuar ilegalmente na unidade de saúde. O outro investigado é Mayke César Silva, que continua sendo procurado pelos policiais.
As apurações apontam que os dois homens trabalharam como médicos por cerca de dois anos no hospital particular e teriam realizado aproximadamente dois mil atendimentos nesse período. O inquérito da Polícia Civil relaciona nove mortes a supostos erros e falhas ocorridos durante os atendimentos prestados pelos investigados.
A corporação também passou a investigar possíveis omissões dentro da própria unidade hospitalar. Por decisão judicial, a gestora operacional e o diretor clínico do hospital serão afastados dos cargos enquanto as investigações seguem em andamento.
O delegado Mariano de Araújo, titular do 22º DP, afirmou que o caso envolve o exercício ilegal de uma profissão diretamente ligada à vida das pessoas. De acordo com ele, os indícios reunidos mostram que a atuação clandestina se manteve por um longo período e que a investigação também busca esclarecer a responsabilidade de outros envolvidos no esquema.
A primeira etapa da Operação Hipócrates foi realizada em 16 de dezembro do ano passado. Na ocasião, policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em um hospital da zona leste de São Paulo.
O caso começou a ser investigado em um inquérito que apura crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documentos falsos. Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou os envolvidos investigados na operação desta terça-feira (26).






