O dia 18 de junho foi oficializado, há 118 anos, como o Dia da Imigração Japonesa no Brasil, em referência à chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos, trazendo 781 imigrantes para suprir a demanda por mão de obra nas fazendas de café brasileiras.
Em Mogi das Cruzes, a ligação com a imigração japonesa é ainda mais estrutural. Muitos japoneses escolheram a cidade por oferecer um ambiente propício à agricultura familiar, com terras férteis para o cultivo.
Em homenagem à imigração japonesa, Mogi das Cruzes recebeu, em 2008, o Parque Centenário da Imigração Japonesa.
O espaço foi estruturado com arquitetura oriental e, logo na entrada, é possível observar um torii, tradicional portal japonês que marca a entrada de santuários xintoístas, ligados ao xintoísmo, religião tradicional do Japão.
O parque também conta com quatro lagos, pontes flutuantes e o Museu de Cultura e Memória “Taro Konno”, com entrada gratuita. O museu foi criado com o auxílio de doações de famílias japonesas e retrata a história dos primeiros imigrantes que chegaram à cidade em 1919.
O museu recebeu o nome de Taro Konno, o primeiro nissei (segunda geração de descendentes japoneses nascidos fora do Japão) a ser eleito vereador em Mogi das Cruzes. Taro Konno chegou à cidade em 1922, ainda criança, acompanhado dos pais, os imigrantes japoneses Natsu Konno e Ichiro Konno, que vieram ao Brasil no terceiro navio da imigração japonesa, o Kanagawa Maru, em 1912.
Além do museu, o Parque Centenário foi subdividido e sinalizado com placas que fazem referência a cidades japonesas, como Yokohama, Tóquio e Toyama, facilitando a orientação dos visitantes dentro da área.
É possível visitar o Parque Centenário e o Museu Taro Konno todos os dias da semana, das 7h às 18h.






