A cada amanhecer, uma nova história, um novo caminho e uma nova possibilidade se abrem diante de nós. Nem tudo está ao nosso alcance, nem tudo depende de nós, mas também nem tudo é inalcançável ou inatingível.
Há dois excessos que precisamos rechaçar para seguirmos com constância e segurança, leveza e disposição: não nos engrandecermos nem nos apequenarmos em demasia diante dos tombos nossos de cada dia.
A modéstia nos dá o justo equilíbrio para seguirmos em meio às pressões e imprecisões do dia a dia. Quando você se sente insignificante ou importante demais, a conta não fecha, as partes não se encaixam. O conhecimento e a experiência devem nos dar a justa estatura para a resolução dos problemas que turvam a nossa visão.
Ainda que o amanhecer seja novo e os problemas, velhos, é preciso garimpar, nos escombros das situações difíceis, o ouro escondido. Tudo tem sua razão e seu valor. Sem o espírito de busca e determinação, ficamos à mercê das nossas próprias insatisfações e frustrações, que teimam em invadir e dominar o nosso ser e a nossa razão, corroendo a nossa energia e a nossa esperança.
Rezar, neste cenário, é colocar-se em prontidão e em atitude permanente diante de Deus, suportando as imprecisões humanas sem desanimar nem sucumbir.
Rezar não é apenas um ato emotivo, mas um grito silencioso da alma que clama e chama por Deus.
(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal HojeDiario.com)




