A Prefeitura de Mogi das Cruzes intensificou as ações de prevenção, vigilância e imunização contra a febre amarela diante do cenário epidemiológico atual no Estado de São Paulo. A medida ocorre após a confirmação de casos humanos e de epizootias (mortes de primatas não humanos causadas pela doença) em diferentes regiões paulistas.
A vacina segue como a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do município. A orientação é que moradores sem comprovação vacinal procurem os serviços de saúde para avaliação e atualização da carteira de imunização.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, pessoas que receberam a dose fracionada durante a campanha de 2018 devem buscar uma unidade para verificar a necessidade de reforço com a dose padrão. A recomendação também é voltada a quem frequenta áreas de risco, como trilhas, zonas rurais, parques, sítios e regiões de mata, devendo se vacinar pelo menos dez dias antes da exposição.
O alerta foi emitido pelo GVE VIII (Grupo de Vigilância Epidemiológica) do Governo do Estado, que destacou que os municípios do Alto Tietê estão inseridos em uma área estratégica nos corredores ecológicos de circulação do vírus. A região também conta com extensas áreas de preservação ambiental, o que exige atenção redobrada das autoridades de saúde.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, entre julho de 2024 e junho de 2025 foram registrados 66 casos humanos de febre amarela em São Paulo, com 37 mortes, o que representa uma taxa de letalidade de 56,1%. Entre os pacientes confirmados, 93,9% não estavam vacinados. No período mais recente de monitoramento (2025/2026), já foram contabilizados dez casos autóctones e seis óbitos, todos em pessoas sem imunização contra a doença.







