Dois homens suspeitos de envolvimento na morte do cabo da Polícia Militar Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, morreram na manhã desta sexta-feira (02), durante uma ação da Polícia Civil no Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo. O policial vivia em Poá e integrava a Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep), na região do Alto Tietê.
A operação foi realizada por investigadores da 1ª Delegacia de Investigações sobre Roubos e Latrocínios, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A equipe havia ido ao endereço para cumprir mandados de prisão temporária contra os dois homens, que estavam foragidos e eram procurados por suspeita de participação no latrocínio do PM.
Segundo a Polícia Civil, houve confronto no momento da abordagem. A versão apresentada pelos agentes é de que os dois homens atiraram contra a equipe, que revidou. Ambos foram atingidos. O resgate chegou a ser chamado, mas as mortes foram constatadas no próprio local. Nenhum policial ficou ferido.
Após a ocorrência, a Polícia Técnico-Científica foi acionada para realizar a perícia. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) também acompanha o caso. Até o momento informado no material, as identidades dos dois mortos não haviam sido divulgadas.
Paulo Roberto foi morto na noite de 28 de agosto, depois de parar o carro na Marginal Tietê, na altura do Parque Novo Mundo, Zona Norte da capital. Ele estava de folga e havia descido para verificar um problema em um dos pneus quando foi abordado.
A investigação aponta que três homens participaram da abordagem. Um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que testemunhou parte da ocorrência, contou à polícia ter visto o cabo ser imobilizado por trás com um golpe conhecido como “mata-leão”. Pouco depois, ouviu disparos.
O policial foi baleado na cabeça e levado ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal do Tatuapé, onde não resistiu aos ferimentos. Paulo Roberto morava em Poá, cidade onde também foi sepultado, e deixou três filhos.
Durante o assalto, a pistola calibre .45 que pertencia ao PM foi levada.
Uma das hipóteses analisadas pelos investigadores é de que o caso tenha ligação com um grupo conhecido como “gangue da pedra”. A suspeita é de que integrantes desse grupo coloquem pedras ou outros objetos nas pistas para provocar danos nos veículos e, com isso, fazer os motoristas pararem. A eventual participação do grupo na morte do policial, porém, ainda está sob investigação.
As buscas por envolvidos no caso já haviam levado a polícia a outro homem. Em 3 de setembro, ele foi detido no bairro Cangaíba, Zona Leste da capital, e encaminhado ao Deic para prestar depoimento. Durante a ação, os policiais apreenderam um celular na residência dele.
O homem acabou liberado posteriormente e não foi indiciado pelo latrocínio. Conforme as informações apresentadas, a investigação não encontrou indícios de que ele tivesse participado do assalto.
Com a morte dos dois homens procurados nesta sexta-feira (02), a apuração continua para identificar e localizar o terceiro suspeito de envolvimento no crime.




