O Mogi Basquete, de Mogi das Cruzes, conquistou o Campeonato Paulista pela terceira vez ao derrotar o Sesi Franca por 68 a 53 na última quinta-feira (15), no Ginásio Pedrocão, em Franca. Com o resultado no quarto jogo da decisão, a equipe fechou a série em 3 a 1 e voltou a levantar a taça estadual após dez anos.
Os outros títulos do clube haviam sido conquistados em 1996 e 2016. A campanha de 2026 também marcou a segunda participação seguida do Mogi Basquete em uma final do Paulista. No ano anterior, o time chegou à decisão, mas terminou como vice-campeão.
A equipe comandada por Fernando Penna abriu vantagem ainda no primeiro tempo do confronto decisivo. O Mogi Basquete ganhou o primeiro quarto por 19 a 15 e fez 18 a 17 no segundo, chegando ao intervalo à frente por 37 a 32.
A diferença aumentou depois da volta dos vestiários. Aos sete minutos do terceiro período, o placar apontava 44 a 32 para os mogianos. A parcial terminou em 14 a 10, o que deixou o Mogi Basquete nove pontos à frente antes dos dez minutos finais.
No último quarto, a equipe visitante anotou 17 pontos contra 11 do Franca e confirmou a vitória por 15 pontos de diferença.
Georginho terminou a partida como cestinha, com 21 pontos, e ainda pegou oito rebotes. O armador também foi escolhido como MVP das finais. Nos quatro confrontos da série, marcou 103 pontos, média de 25,8 por jogo, e somou 29 rebotes, média de 7,25.
Dontrell Brite fez 15 pontos e distribuiu quatro assistências no jogo do título. Rafael Paulichi teve participação nos rebotes, enquanto Paulo Lourenço terminou com cinco pontos e cinco rebotes.
A conquista repetiu um adversário presente no primeiro título paulista do Mogi Basquete. Em 1996, o clube também superou o Franca na disputa pela taça. Vinte anos mais tarde, em 2016, a equipe dirigida por Guerrinha derrotou o Bauru na final e chegou ao bicampeonato.
Campeão naquela temporada, Guerrinha trabalha atualmente nas Relações Institucionais do Mogi Basquete. Fernando Penna, técnico responsável pelo título de 2026, foi assistente de Helinho Garcia no Franca entre 2016 e 2018.
O troféu chega após um período de reconstrução do projeto. As atividades foram paralisadas em 2022 em meio a dificuldades financeiras. Uma nova etapa começou em 2025, com a adoção de um modelo de gestão profissional baseado na Sociedade Anônima do Basquete (SAB), conduzido pela All Sports. O projeto passou a trabalhar com planejamento, transparência, responsabilidade financeira e mudanças na estrutura esportiva e administrativa.
Dentro de quadra, o Mogi Basquete terminou a primeira fase do Paulista de 2026 na segunda posição, com seis vitórias em sete partidas. O retrospecto foi igual ao do Franca, que ficou com a liderança pelo resultado do confronto direto.
Nos playoffs, os mogianos eliminaram o São José por 2 a 0 nas quartas de final e passaram pelo Corinthians por 3 a 0 na semifinal.
A decisão começou no Pedrocão, onde o Mogi Basquete venceu por 86 a 82. No segundo jogo, no Ginásio Hugo Ramos, a equipe abriu 2 a 0 na série ao fazer 92 a 60. O Franca reagiu no terceiro duelo e ganhou por 68 a 66, também em Mogi das Cruzes. De volta a Franca, o time visitante fez 68 a 53 e assegurou o campeonato.
A temporada ainda teve três vitórias em três partidas na fase de grupos da Liga Sul-Americana.
Durante a campanha estadual, os dois jogos da final realizados no Ginásio Hugo Ramos tiveram lotação máxima. O clube trabalhou a aproximação com a torcida e a identificação com Mogi das Cruzes por meio do conceito “A Hora do Show”, acompanhado de ações voltadas à experiência do público nas partidas.
Após o título paulista, o próximo compromisso será pelo NBB CAIXA 2026/27. O Mogi Basquete recebe o Corinthians neste sábado (17), às 16h, no Ginásio Hugo Ramos. Os ingressos estão disponíveis em https://mogibasquete.eleventickets.com.




