A decisão tomada pela segunda turma do STF no último dia 23 de março põe fim a uma discussão que se arrastava ao longo dos últimos anos. Moro agiu como juiz ou como parte da acusação? Hoje podemos dizer que a decisão da mais alta corte brasileira logrou responder que sim, que o agora ex-juiz e ex-ministro do atual Presidente da República agiu de forma parcial e, portanto, teve as suas decisões anuladas diante das investigações sobre o tríplex do Guarujá. As consequências de tal decisão ainda repercutirão em face do revelado modus operandi da chamada “república de Curitiba”.
Mas a despeito dos seus efeitos jurídicos, é importante analisar alguns dos desdobramentos políticos e econômicos. Porém, cabe ressaltar que o conteúdo da operação “Spoofing”, da Polícia Federal, está confirmando que parte dos magistrados da extinta operação Lava-Jato atuava em conluio entre a acusação e o juiz com o propósito de interferir na vida do país para além das suas funções constitucionais, favorecendo, inclusive, a interesses estrangeiros. O tema da corrupção acabou por ser apenas um pretexto para algo muito maior que foi o de erguer um projeto político de poder dirigido por aquela operação.
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Tudo isso levou o Brasil ao desmonte de parte de sua riqueza. O setor de engenharia, altamente competitivo internacionalmente, foi retraído por força do fato do juiz da Lava-Jato ter penalizado desproporcionalmente empresas e pessoas, sem a adoção de diferentes possibilidades cabíveis a cada caso. Isso provocou a quebra dessas empresas, resultando num aumento exponencial do desemprego no país. Não bastasse tudo isso, o estratégico setor de petróleo e gás brasileiro definha frente aos interesses do povo brasileiro e se robustece diante dos interesses estrangeiros.
Curiosamente, o petróleo, causa de guerras ao redor do mundo, vem sendo tomado dos brasileiros sem um único disparo! A Lava-Jato fez valer a tradição dos piores lacaios, vez que se estruturou sobre uma causa nobre para permitir entregar as riquezas nacionais, utilizando-se do falacioso e mal concertado apoio popular, sustentado, sobretudo, pelos tradicionais conglomerados de mídia e pelo uso desmesurado da manipulação das informações de interesse público.