Nesta última terça-feira, dia 2 de novembro, feriado de finados, os cristãos católicos comemoram o dia dos fiéis defuntos. E nesta data vem a nossa mente a imagem de tantas pessoas especiais que partilharam sua existência, seus sonhos e seus projetos conosco e tiveram seus sonhos interrompidos. Só quem perdeu um ente querido sabe da dor e do vazio que isso causa. Falta chão, falta sono e sobra tristeza e saudade.

Enquanto estava rezando a Missa, neste Dia de Finados, no Cemitério central de Suzano, muitos passavam com os olhos marejados, carregando suas flores, para prestar homenagem a seu ente querido. É dia de saudade e de lembrança. Dia para refletirmos sobre a finitude da vida. A nossa fragilidade realça a grandeza de Deus e do quanto precisamos dele. Na vida nos diferenciamos, cada um tem seu jeito, sua característica, seu temperamento, na morte no igualamos. Diz a Bíblia: “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar.”(Gn 3.19) Rezar pelos falecidos não é somente um ato de fé é também um ato de caridade, confiamos a misericórdia de Deus àqueles que faleceram, afinal só de Deus conhece o coração de cada um.

Através da fé, por meio da oração nos sentimos espiritualmente unidos aos irmãos falecidos. A vida é um sopro, nosso tempo aqui na terra é curto, devemos dia a dia nos preparar para a vida, mas também para a morte. A morte para nós cristãos, não é uma realidade eterna, uma vez que Cristo ressuscitou nós também ressuscitaremos. É por Cristo Ressuscitado que a nossa esperança se fortalece e se sustenta. Se a certeza da morte nos entristece a promessa da ressurreição nos conforta, pois quem crê em Cristo não tem a vida tirada mas transformada. Que Deus possa enxugar nossas lágrimas e nos fortalecer nos momentos tristes. Lembremo-nos sempre: Deus está no meio de nós.

(Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do HojeDiário.com)

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