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Esse é o último artigo da sequência de homenagens que realizo referente ao mês das mulheres.
A história que irei descrever nesse artigo (assim como as anteriores) foi contemplada em meu livro “Provas de Amor: histórias de esperança na luta contra as drogas”, no capítulo denominado “Infância roubada e as memórias de violência”, onde descrevo a trajetória de Wanessa Maria.

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Ouvir as experiências de Wanessa foi um dos maiores desafios da construção de meu livro. Sua história é densa, forte e impactante, sua trajetória traduz a luta de milhões de mulheres a ponto de inspirar qualquer pessoa que procure por bolsas de esperança.

Mulher, mãe, Assistente Social, profissional de profundo respeito e um alegria que contagia o mundo. Esse é o momento em que Wanessa se encontra, na plenitude da paz e na luta de cada dia para manter seu lugar na sobriedade.

A sua condição atual não anula os anos de luta, muitos deles contra marcas profundas de violência; outros, contra as drogas e muitos outros, contra ambos.

A história relatada por Wanessa Maria tem como ponto de partida a brutal e cruel violência que crianças, meninas e mulheres são submetidas em uma sociedade marcadamente violenta e hostil.

Em consequência de abusos ainda na infância, sua identidade é forjada por testemunhas de cenas de violência, abuso, dor e caos. Devido à rotina de abusos, o álcool tornou-se seu aliado aos 9 anos, e já aos 13, entrou em coma alcóolico.

O álcool foi o primeiro contato que Wanessa teve com as drogas. Seu acesso foi recorrido como fuga da realidade de violências que marcava seu corpo a ponto de aos 10 anos tentar tirar a própria vida pela primeira vez; outra vez aos 13 e algumas outras até encontrar a sua redenção.

Ainda na adolescência, Wanessa encontra um namorado que acredita ser o seu príncipe encantado, mas ele não veio a cavalo, não trouxe o respeito, a proteção e o amor esperado, pelo contrário, reproduziu o habitual ciclo de violências que as mulheres são submetidas.

Com uma gravidez na adolescência, o príncipe transforma-se em monstro, manipulador, ciumento, controlador e violento. Em face de diversos episódios de violência física, Wanessa consegue romper com o companheiro agressor, mas na procura de sentidos, encontra a maconha e uma nova droga entra em sua vida.

Ao romper com o ciclo de violências, Wanessa volta a nutrir esperança e inicia a faculdade e neste momento novas drogas entram em cena. Iinicialmente a cocaína, depois o crack, até chegar ao fundo do poço. A faculdade não foi libertação, mas sim um perigoso refúgio.

Diante do caos que estava vivendo, Wanessa inicia o processo de recuperação com internação na casa de Guadalupe, coordenada pelo grande Padre Aroldo. Foi neste espaço que Wanessa desenvolve o autoconhecimento, o acolhimento, reencontra a fé e conhece o amor.

Wanessa vence as drogas, se emancipa, se forma e torna-se uma profissional requisitada. Conhece seu companheiro Maurício Landre e juntos militam na luta contra as drogas.

Após a recuperação, Wanessa atua profissionalmente por uma década Casa de Guadalupe, local que forja uma identidade de resiliência.

Wanessa traduz a luta de milhões de mulheres de nosso país, sua resiliência nos ensina, sua persistência nos inspira, sua alegria nos contagia e sua fé nos dá esperanças em acreditarmos que é possível vencermos, mesmo que os obstáculos sejam grandes. Sim, nós podemos!

(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do HojeDiario.com)

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