Excelente notícia: Mogi das Cruzes está entre as cidades menos violentas do Brasil, aponta Atlas da Violência 2026

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Mogi das Cruzes aparece entre as 20 cidades menos violentas do país no Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O município do Alto Tietê registrou taxa de 6,6 homicídios por 100 mil habitantes e integra o grupo das cidades com os menores índices de violência letal do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil moradores.
O levantamento mostra concentração das menores taxas de homicídio nas regiões Sul e Sudeste. Entre os 20 municípios mais bem colocados, predominam cidades dos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Além de Mogi das Cruzes, a lista reúne cidades como Marília, Araraquara, São José dos Campos, Indaiatuba, Blumenau e Jaraguá do Sul. O município catarinense apresentou a menor taxa do ranking, com apenas dois homicídios por 100 mil habitantes. A presença de municípios paulistas chama atenção: metade das cidades menos violentas do Brasil está localizada em São Paulo.

Embora Mogi das Cruzes figure entre as cidades menos violentas do país, o cenário nacional segue marcado por fortes desigualdades regionais. O Atlas mostra que 17 das 20 cidades mais violentas do Brasil estão no Nordeste. Maranguape, no Ceará, lidera esse ranking, com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes.

Os pesquisadores relacionam parte dessa diferença à questão demográfica. Regiões com maior concentração de jovens costumam registrar mais homicídios, tanto entre vítimas quanto entre autores dos crimes. O estudo também aponta o avanço do crime organizado para cidades do interior como um fator relevante para o aumento da violência em diferentes estados.
O Atlas da Violência 2026 também chama atenção para o crescimento dos chamados homicídios ocultos, classificados como MVCIs (Mortes Violentas por Causa Indeterminada). Esses casos incluem mortes em que o poder público não consegue definir se houve homicídio, acidente ou suicídio.

De acordo com o levantamento, os homicídios ocultos passaram de 3.755, em 2023, para 7.083, em 2024, aumento de 88,6%. A taxa nacional subiu de 1,8 para 3,3 casos por 100 mil habitantes. Os pesquisadores atribuem parte do problema à dificuldade de compartilhamento de dados entre as polícias e o sistema de saúde, além de falhas na identificação das causas das mortes.

Cidades menos violentas do Brasil

  • Jaraguá do Sul (Santa Catarina) — 2 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Brusque (Santa Catarina) — 2,6 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Santa Bárbara d’Oeste (São Paulo) — 3,2 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Lavras (Minas Gerais) — 3,6 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Bragança Paulista (São Paulo) — 3,8 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Itatiba (São Paulo) — 4 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Birigui (São Paulo) — 4,1 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Ituiutaba (Minas Gerais) — 4,7 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Atibaia (São Paulo) — 4,8 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Votuporanga (São Paulo) — 5 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Tubarão (Santa Catarina) — 5,2 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Indaiatuba (São Paulo) — 5,6 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Salto (São Paulo) — 5,7 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Blumenau (Santa Catarina) — 5,8 homicídios por 100 mil habitantes;
  • São José dos Campos (São Paulo) — 5,9 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Araraquara (São Paulo) — 6,3 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Arapongas (Paraná) — 6,5 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Marília (São Paulo) — 6,5 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Cotia (São Paulo) — 6,6 homicídios por 100 mil habitantes;
  • Mogi das Cruzes (São Paulo) — 6,6 homicídios por 100 mil habitantes.
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