Feminicídios caem 19,1% na cidade de São Paulo em 2026

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A cidade de São Paulo registrou 38 casos de feminicídio entre janeiro e setembro de 2026, ante 47 no mesmo período de 2025, uma redução de 19,1%. Já o número de agressores presos por violência doméstica subiu 36,3%, de 2.114 para 2.881.
Os homicídios dolosos também diminuíram, de 376 para 338 ocorrências, queda de 10,1%. Os latrocínios, roubos seguidos de morte, passaram de 28 para 23. Segundo os dados divulgados pelo governo estadual, os dois indicadores atingiram os menores índices da série histórica para o período.

Em setembro, foram registrados quatro feminicídios na capital, contra seis no mesmo mês do ano anterior. Os homicídios dolosos caíram 12% na comparação mensal, de 50 para 44 casos, o segundo menor resultado da série histórica para setembro. No sentido oposto, os latrocínios aumentaram de dois para três.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a redução dos crimes não deve levar à diminuição dos esforços de prevenção, investigação e proteção. Ele disse que o trabalho seguirá voltado também à responsabilização dos envolvidos e à segurança da população.

O programa SP Vida, da Secretaria da Segurança Pública, reúne e analisa dados sobre crimes contra a vida para identificar padrões e orientar investigações. As informações também são usadas para direcionar ações preventivas e estratégias policiais a áreas e situações com maior concentração de homicídios e latrocínios.

Na capital, há nove Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), sete delas com funcionamento 24 horas. Salas especializadas em delegacias comuns também oferecem atendimento ininterrupto. Em todo o estado, são 144 DDMs, das quais 39 funcionam 24 horas.
A delegada Cristiane Braga, coordenadora das DDMs, afirmou que as unidades acolhem vítimas, investigam denúncias e solicitam medidas protetivas quando necessário. Ela também apontou o papel das delegacias no apoio a mulheres em situação de violência.
Entre os serviços disponíveis estão a Cabine Lilás, da Polícia Militar, que atende vítimas de violência doméstica que ligam para o 190. Policiais femininas orientam sobre direitos, medidas protetivas e serviços de apoio.

O aplicativo SP Mulher Segura permite registrar boletins de ocorrência pela internet, localizar unidades policiais e acionar um botão do pânico, que alerta a polícia e um contato de emergência. Já a Patrulha SP Mulher Segura faz policiamento preventivo e acompanha casos de violência doméstica, inclusive os identificados pela Cabine Lilás e pelo aplicativo.

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